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Saúde / Doenças

Para melhor eficácia no combate à Dengue

Senhores, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o governo "está levando uma surra" do mosquito da dengue e que a dengue está ganhando a guerra.

Ganhar e perder faz parte do combate e muitas guerras foram perdidas por exércitos com maiores recursos porque subestimaram o uso da estratégia ou não tinham bons
estrategistas.

O vírus da dengue não tem estratégia para vencer pois nem cérebro tem. Ele se dissemina utilizando a vontade de viver do mosquito A.A. seu vetor de transmissão, que utiliza o sangue dos mamíferos para desenvolver seus muitos ovos.

Sabemos, alguns, que o mosquito A.A. não nasce com o vírus da doença. No entanto, o desconhecimento é ainda muito grande, mesmo por pessoas tidas como de grande saber.

Há algum tempo, o apresentador Vagner Montes, da TV Record, após a apresentação, em seu programa, de uma matéria onde apareciam larvas de mosquito AA, em uma caixa dágua, afirmou que quem bebesse daquela água iria ficar com dor de cabeça e febre, ou seja, com dengue. Ele desconhece, talvez até hoje, que o mosquito não nasce com o vírus da dengue. Se o A.A. nascesse já com o vírus da dengue toda a população já teria tido a doença. Assim, o desconhecimento, por parte das pessoas que têm acesso à mídia, presta um desserviço à saúde da população.

Para melhor atacar um inimigo é preciso conhecer seu comportamento sob todas as condições. Há necessidade de se compreender que a dengue tem que ser combatida em duas frentes: a do foco da transmissão e a do foco da doença. O foco da transmissão é a proliferação do mosquito e o foco da doença é o doente.

Assim, a dengue, no momento, está sendo combatida em apenas uma das frentes.

Estamos atacando apenas os focos de mosquitos transmissores.

Os doentes estão recebendo medicamentos para seu bem estar, mas continuam durante um certo tempo como fonte da doença sem que haja uma recomendação severa, ou quarentena, para que não venha a ser picados novamente enquanto estiverem com a doença.

A fonte da doença é o doente e não o mosquito.

Se num lugar, com imenso foco de mosquitos A.A., não houver alguém doente de dengue, mesmo que todos sejam picados pelo mosquito ninguém ficará doente. Do mesmo modo, se a esse mesmo lugar, chegar alguém doente de dengue, mas este doente ficar de alguma forma sem ser picado, seja por uso de repelente, a ser fornecido pelos agentes de saúde, uso de algum tipo especial de roupa e mosquiteiro na hora do sono, a doença não se disseminará.

Estamos nos preocupando com os vetores de transmissão, que é um combate importante e não com a fonte da doença que é o doente e que é o mais importante.

O doente precisa ser cuidado de forma a se recuperar e também deixar de ser uma fonte de doença, ou seja, não deve ser picado enquanto for uma potencial fonte desta
doença.

É preciso impedir, de alguma forma, que o doente venha a ser picado pelo mosquito porque não há vacina para esta doença.

Se já houvesse vacina a dengue seria erradicada como muitas outras, por falta de doentes.

É necessário diagnóstico correto e quarentena já. É preciso acabar com a fonte da doença que é o próprio doente, não pela morte dele, mas com o cuidado com ele.

Impedir a disseminação do mosquito em um país quente e com bom regime de chuvas como o Brasil, é muito difícil, mas impedir que os mosquitos bebam da fonte é muito
mais fácil.

Enfim, se não houver o transmissor, mesmo existindo doente, a doença não se espalhará e se não houver doente não se espalhará doenças mesmo que haja o transmissor.

Fechemos o acesso á fonte, quarentena já!

Este combate está aguardando melhor estratégia.

Enviado por José Manuel F.Moça

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