Recentemente, o Estado da Bahia foi atingido por um surto de sarampo que abrangeu as cidades de João Dourado, Irecê, Filadélfia, Pindobaçu e Senhor do Bonfim. De acordo com Alcina Andrade, diretora da Vigilância Epidemiológica, foram 55 casos confirmados e 676 pessoas investigadas pela Secretaria de Saúde do Estado. A situação, no entanto, já está sob controle para receber os foliões neste Carnaval.
O sarampo é uma doença infecciosa causada por vírus, assim como a rubéola e a catapora. Ela é contraída pelas vias respiratórias, por meio do contato com gotículas de saliva de pessoas contaminadas. Segundo Paulo Olzon, infectologista e chefe da clínica médica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o contágio é mais intenso durante o período de incubação do vírus, ou seja, desde a contração da doença até a aparição dos primeiros sintomas, o que pode durar de uma semana a 10 dias.
Os sinais que evidenciam a doença são dor de garganta, febre, tosse seca, olhos irritados e vermelhidão no corpo, que aparece inicialmente no tronco e se alastra pelos membros.
O sarampo não tem um tratamento específico. Ele é uma doença chamada sintomática, já que os médicos cuidam dos sintomas em si. "Se há febre receito um antitérmico, se há conjuntivite um colírio e assim por diante", afirma Marcos Boulos, diretor da Faculdade de Medicina da Usp (Universidade de São Paulo).
Há alguns anos, o sarampo era temido pelas mães brasileiras porque costumava vitimar seus filhos. Mas, atualmente, é mais difícil a doença seguir para um quadro fatal por conta de campanhas de vacinação no País.
"Antes, as crianças morriam pelas complicações infecciosas, principalmente, por pneumonias. Isso ocorre com crianças desnutridas e debilitadas", explica Marcos Boulos. "A doença em si não é grave, mas os quadros infecciosos é que podem complicar a situação", afirma Boulos.
Portanto, quando for verificado um caso de sarampo, é importante fazer repouso, manter uma boa alimentação e tomar medicamentos para tratar os sintomas. Assim, o sistema imunológico vai se restabelecendo até a total cura.
Porém, a maneira mais segura e eficaz de se proteger é agir de maneira preventiva tomando a vacina contra o sarampo.