Publicado em: 08/11/2008 - 08h30min
Uma das alternativas que serão apresentadas pelos emergentes é a transformação do G20 de instância de diálogo de ministros de economia e bancos centrais em um grupo decisório de chefes de Estado, nos moldes do poderoso G8, que hoje desenha, sozinho, os rumos da economia mundial.
O G8 reúne o G7 - formado pelas sete economias mais industrializadas do mundo (Estados Unidos, Canadá, Japão, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália) - mais a Rússia. Brasil, China, Índia, África do Sul e México participam como convidados das reuniões anuais do G8, em encontros paralelos sem qualquer poder de decisão.
“O G7 representa apenas uma parcela do poderio econômico mundial. Consideramos que é insuficiente para trazer a solução para estes problemas e estamos propondo que o G20, organismo que representa os 20 países mais importantes do mundo, deixe de ser apenas um órgão de reflexão como é hoje”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, após encontros com as grandes economias emergentes – China, Índia, África do Sul, México e Rússia. Mantega refere-se ao G7 pelo fato da Rússia ser uma economia emergente, embora participe das decisões com os outros sete países do G8.
Segundo Mantega, outra estratégia para aumentar o poder dos emergentes é transformar o grupo conhecido como Brics em instância de articulação de polícias econômicas. O grupo reúne Brasil, Rússia, Índia e China, consideradas as economias emergentes mais robustas. Até hoje, esses países não constituíam um grupo formal. Nesta sexta-feira, ocorreu a primeira reunião oficial de ministros de economia dos Brics. O encontro, segundo Mantega, deve se repetir.
“Deveremos coordenar melhor as nossas ações. Vamos estreitar nossa atuação na política econômica, vamos ter uma atuação mais próxima, vamos trocar mais informações das políticas econômicas que estamos praticando de modo a sintonizar, potencializar a nossa atuação. A coordenação de nossas ações trará um novo bloco de poder a influenciar as atividades econômicas mundiais”, frisou o ministro.
Amanha e domingo, durante reunião do G20 financeiro, as grandes economias emergentes apresentarão suas posições a outros países em desenvolvimento e desenvolvidos que integram o G20 financeiro.
Participarão da reunião ministros da Economia e presidentes de bancos centrais dos oito países do G8 mais África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia. A União Européia também integra o grupo. Os países membros representam cerca de 90% do produto nacional bruto mundial, 80% do comércio internacional e cerca de dois terços da população do planeta.
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