Ferrugem Asiática da Soja é debatida em Barreiras

Publicado em: 14/11/2007 - 00h29min

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia – Adab – em parceria com entidades do setor agropecuário, realizou na manhã de ontem, 13/11, no auditório da Abapa, em Barreiras, o lançamento da 5ª etapa do Programa Estratégico de Manejo da Ferrugem Asiática da Soja no Oeste da Bahia – Sistema Vazio Sanitário.

Esta é uma estratégia de manejo da Ferrugem Asiática que consiste em um período sem plantas vivas de soja no campo. Segundo a agência, o programa contribui para a redução do inóculo inicial, diminuindo a possibilidade de sobrevivência do fungo em soja viva durante os 60 dias que antecedem o plantio da safra de sequeiro.

O encontro, que teve como objetivo apresentar o programa e seus desdobramentos, contou com a presença de agricultores, representantes de entidades do agronegócio da região, secretários de agricultura dos municípios de Barreiras e São Desidério, bem como do prefeito e da vice-prefeita de Barreiras, Saulo Pedrosa e Nilza Lima, respectivamente.

Inclusive, na avaliação do prefeito, esta iniciativa é de fundamental importância, pelo fato de que a prevenção é sempre bem vinda em qualquer área. “Na agricultura esse quesito é muito importante. Nesse sentido é necessário chamar a atenção do produtor, para continuarmos crescendo no cenário nacional. Por isso, estamos à disposição para contribuir no que for preciso”.

Representando a Aiba, o vice-presidente da associação, Sérgio Pitt, relata que a classe reconhece a importância do controle e da defesa vegetal. “Justamente por isso trabalhamos em conjunto para obtermos bons resultados. Em função da nossa seriedade e compromisso, somos referência para as outras federações do país, bem como para o Ministério da Agricultura”, enfatiza.

De acordo com o diretor de Defesa Vegetal da Adab, Cássio Peixoto, é necessário estabelecer um modelo integrado de manejo, bem como continuar o pacto entre governo e iniciativa privada. “Estes pontos são fundamentais para o sucesso do programa e desta etapa.” Segundo ele, 400 técnicos e multiplicadores passarão por um treinamento, na perspectiva de qualificar a execução dos trabalhos.

Mesmo com todo empenho, na safra 2006/07, foram registrados quase três mil focos da doença no país. Segundo Peixoto, este número é bem inferior em comparação com outros anos, ou seja, o programa avançou. No entanto, representou uma perda de 2,67 milhões de toneladas de grãos, o que significa 4,5% da safra nacional. A idéia é diminuir ainda mais a margem de prejuízo.

Paulo Ricardo
Jornal Nova Fronteira

Tags:


Barreiras, Adab, agricultura

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