Balé do TCA se apresenta em quatro cidades do interior

Publicado em: 05/11/2008 - 10h16min

A três coreografias criadas ao longo deste ano pelo Balé Teatro Castro Alves (BTCA) serão apresentadas, este mês, em Feira de Santana, Santo Amaro da Purificação, Valença e Jequié, dentro de uma nova proposta de interação com as linguagens artísticas contemporâneas.

Os espetáculos, com entrada franca, ocorrerão sempre às 20 horas, e as coreografias são “S/Título”, “Azul de Klein” e “Engenho”.

Companhia oficial de dança do Estado, o BTCA tem como diretor artístico, o dançarino Paullo Fonseca. O Balé foi criado em 1981 e é mantido pela Secretaria de Cultura, por meio da Fundação Cultural (Funceb).

Em 2007 houve uma mudança no modelo de gestão e atuação, com a unificação dos dois elencos das antigas companhias BTCA 1 e 2. Além disso, a companhia partiu para o intercâmbio com grupos independentes de dança - projeto BTCA Residência, e a aproximação com outros artistas da dança contemporânea - projeto BTCA Convida.

Programação

Feira de Santana

Dias - 7 e 8 (sexta e sábado)
No Centro de Cultura Amélio Amorim
Coreografias - “S/Título” e “Azul de Klein”

Santo Amaro

Dias - 13 e 14
No Centro Cultural Dona Cano
Coreografia - “Engenho”

Valença

Dias 22 e 23
No Centro de Cultura Olívia Barradas
Coreografias - “S/Título” e “Azul de Klein”

Jequié

Dias - 26 e 27
No Centro de Cultura Antonio Carlos Magalhães
Coreografia - “Engenho”

Coreografias

“S/Título” - Inspirado em “a hora em que não sabíamos nada uns dos outros”, do poeta e dramaturgo austríaco Peter Handke, a coreografia foi concebida pela premiada diretora teatral alemã Nehle Franke, que mora no Brasil desde 1994. Suas montagens são recheadas de impacto e inquietação.

“S/título” é ambientado em uma praça pública com personagens anônimos de uma realidade fragmentada. Propõe uma linguagem híbrida entre teatro e dança, baseado na expressão do corpo do intérprete. “Os bailarinos não são apenas os executores, mas também os autores de uma criação coletiva”.

“Azul de Klein” - Resultado de uma parceria com a Companhia João Perene – Núcleo de Investigação Coreográfica, que fixou residência no TCA por três meses, a coreografia “é a alquimia dos corpos em movimento”, diz o coreográfico João Perene.

“Estamos trabalhando com a alquimia das cores que esse artista sempre perseguiu”, explica, referindo-se ao pintor e escultor francês Yves Klein (1928-1962). “Vamos transformar o palco em uma tela em branco, que a gente vai pintar com esse azul. Os homens representam as imagens e as mulheres, as tonalidades”.

“Engenho” - A coreografia “é inspirado no açúcar, no passado colonial do Brasil e seus sintomas contemporâneos. Está dividido em três partes intituladas A Viagem, O Engenho e A Morte.”

É o que explica o dançarino e coreógrafo alemão Felix Ruckert, que já atuou com o Tanztheater Wuppertal, da revolucionária coreógrafa Pina Bausch, cujas montagens de dança-teatro valorizam a integração de todas as formas de expressão artística.

A trilha sonora de “Engenho” foi produzida em colaboração com o músico e DJ baiano Boeing e mescla música eletrônica minimalista e canções da MPB. Participação de dançarinos convidados.

Agência Brasil

Tags:


Jequié, Valença, Santo Amaro, Feira de Santana, BTCA, Funceb

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