Publicado em: 04/11/2008 - 16h05min
No cenário pós-eleitoral, a conquista da presidência da UPB e a manutenção do comando da Assembléia Legislativa em 2009 deixaram de ser simples metas políticas para assumirem o caráter de estratégias decisivas para Jaques Wagner nos dois anos restantes de seu governo. A avaliação foi feita ontem na reunião de deputados federais do PT com o presidente estadual do partido, Jonas Paulo, para fazer um balanço do resultado das eleições no Estado.
Praticamente desprezada pelo governador no primeiro ano do governo, a União das Prefeituras da Bahia passou a ser encarada como o primeiro elo importante na sucessão de conquistas políticas que os parlamentares acreditam que Wagner precisa fazer a partir de agora, a maior das quais, entretanto, imaginam que será seu fortalecimento administrativo através de uma gestão que demonstre alto nível de eficiência e resolutividade.
A UPB congrega as 417 Prefeituras baianas e, por conta de uma mudança recente, poderá incorporar 274 ex-prefeitos, funcionando como uma espécie de pólo de aglutinação e pressão, principalmente na reta final de qualquer governo que pretenda ser reeleito. O segundo elemento da estratégia governista, na visão dos parlamentares, deve ser a Assembléia, cuja presidência hoje está nas mãos de um dos maiores aliados do governo, o tucano Marcelo Nilo.
Manter Nilo ou alguém como ele no cargo seria a mão na roda para os planos de reeleição do governador, na visão dos deputados, por um motivo simples: a quantidade infinita de obstáculos que um presidente eventualmente adversário pode gestar usando o peso do posto e sua clara capacidade para manipular os “sensíveis” parlamentares estaduais em direções eventualmente indesejáveis para um governo com desejo de se renovar por mais quatro anos.
“Os deputados federais do PT têm a convicção de que o foco principal neste momento não são os eventuais desentendimentos com o PMDB, mas a necessidade de ajudarmos o governador a fazer um bom governo e garantir sua reeleição”, resumiu o caráter do encontro, com exclusividade, para o Política Livre, um dos parlamentares que discutiram ontem com o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, a chamada atual “conjuntura” política baiana.
Os deputados também chegaram à conclusão de que, ao contrário do que “a mídia passou a divulgar”, o PT não foi o grande derrotado das eleições na Bahia, conseguindo, por exemplo, eleger 68 Prefeituras novas e reeleger a grande maioria dos atuais prefeitos. Na avaliação deles, a derrota em Salvador, entretanto, assumiu maior significado por se tratar da capital baiana. “Mas nada está perdido. Temos tempo e garra”, disse a mesma fonte.
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