Revitalizar a cultura da araruta no Recôncavo baiano é a pretensão da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) que, em parceria com a Embrapa Mandioca Fruticultura (em
Cruz das Almas) e a Associação de Produtores Orgânicos do Recôncavo Baiano (Aporba), começou, nesta quinta-feira (21), em
Conceição do Almeida, um dia de campo com o tema Uma alternativa para a agricultura familiar.
Durante evento, no sítio Bom Sucesso, de propriedade do agricultor Pedro Coni Filho, serão realizadas palestras, destacando a do pesquisador da Embrapa Agrobiologia, do Rio de Janeiro, Dejair Lopes de Almeida. Os participantes vão discutir entre outros temas, sobre técnicas de cultivo da planta, processamento, uso medicinal, comercialização e organização de produtores e suas experiências com o cultivo da araruta.
Para o engenheiro agrônomo da empresa, Adelmo Pinheiro, a importância do dia de campo está no estímulo aos agricultores familiares, que podem conhecer mais sobre a cultura, e na organização, por meio de associações e cooperativas como forma de fortalecimento da produção e da comercialização de produtos.
A atividade tem o apoio da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), bancos do Nordeste (BNB) e do Brasil (BB) e Sebrae. Foi planejado para atender a mais de 100 agricultores familiares de
Conceição do Almeida e de municípios circunvizinhos.
A culturaA araruta é uma planta cujo rizoma (caule subterrâneo) produz uma fécula branca, alimentícia. Planta nativa da América do Sul, já foi muito cultivada no Recôncavo baiano e é conhecida por suas propriedades medicinais e alimentares. Essa herbácea foi praticamente toda substituída pela mandioca.
Por reconhecer a importância dessa planta, tanto do ponto de vista cultural, como econômico e social, a EBDA está resgatando e revitalizando o seu cultivo, buscando formas de torná-la mais conhecida, e para que os agricultores voltem a plantá-la como mais uma alternativa econômica dentro da propriedade agrícola.
Segundo Pinheiro, a fécula da araruta é considerada como um alimento de fácil digestão, e pode ser utilizada no preparo de mingaus, bolos e biscoitos. A cultura popular utiliza a fécula também para a recuperação de idosos, crianças ou adultos com debilidade física, no combate a problemas pulmonares, queimaduras de sol, dores e picadas de cobras e mosquitos.