Até o dia 30 de junho, no Palacete das Artes Rodin
Bahia, está em exposição a obra inquietante do argentino-baiano Reinaldo Eckenberger, numa iniciativa da Secretaria da Cultura do Estado, do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural), dando visibilidade artística a um dos nomes mais importantes das artes visuais na
Bahia contemporânea.
A mostra Eckenberger Obras 1965 – 2008 teve abertura em 17 de abril de 2008 e tem curadoria de Dimitri Ganzelevitch, que além de amigo do expositor, é um conhecedor profundo das possibilidades estéticas do artista.
Ganzelevitch é marchand e ativista cultural, nascido em Rabat (1936), Marrocos, onde viveu até os 17 anos. Chegou à
Bahia,
Salvador, em 1975, criando no bairro do Pelourinho, uma galeria, que desde sempre expôs nomes como Mário Cravo Jr., Juarez Paraíso, Carybé, Rescala, entre outros. Um outro cidadão do mundo que escolheu o povo baiano e sua terra como pouso e descanso. Atualmente, mora em um casarão no Santo Antonio além do Carmo, considerado pelo Ministério da Cultura como uma Casa-Museu que presta serviços culturais à
Bahia e ao Brasil.
Segundo especialistas e apreciadores da obra em questão, ela se apresenta transgressora e plena de ironia, causando estranhamento e redimensionando o olhar do espectador para outras perspectivas além das nossas óbvias apreensões da realidade. A exposição contará com 450 peças, divididas em várias linguagens artísticas, entre elas: pinturas, gravuras, esculturas em tecido, desenhos livres, cerâmicas, que historiam a trajetória artística de Eckenberger e o demarcam como um artista compulsivo, um verdadeiro operário da arte.
Reinaldo Eckenberger nasceu na Argentina, viveu em outros países na Europa, mas se considera um latino-americano radicado na Cidade da
Bahia, desde 1965, dizendo que “só uma cidade barroca como
Salvador poderia melhor abrigar o barroquismo de minha arte”.
Nasceu em 1938, em Buenos Aires. Estudou Arquitetura, optando depois pelas Artes Plásticas. Freqüentou durante dois anos a Escola Superior de Belas Artes (Argentina). Fez Curso de Cenografia no Teatro Colon, Buenos Aires / Argentina.
Para o artista plástico Almandrade “o trabalho de Eckenberger desenvolve-se dentro de uma proposta artística nos limites do expressionismo, ironizando instantes do destino humano”. Ainda assim, seu trabalho apesar de inscrito na escola expressionista, não se reduz a esse âmbito e isso o qualifica, sobre muitos aspectos, como uma obra inclassificável em relação a uma filiação estética exclusiva.
Serviço
Exposição: Eckenberger Obras 1965 – 2008
Curadoria: Dimitri Ganzelevitch
Visitação: até 30 de junho de 2008
Local: Palacete das Artes Rodin
BahiaEndereço: Rua da Graça, 284, Graça
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10 às 18 horas
Entrada Franca