Cantor e compositor João Bosco se apresenta no Teatro Castro Alves

Publicado em: 12/06/2008 - 21h18min

O CCBB Itinerante, projeto do BB que leva a programação dos Centros Culturais Banco do Brasil de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo a todas as regiões brasileiras, passa por Salvador, no dia 16 de junho, com apresentação única do cantor e compositor João Bosco. O show Obrigado, gente! será levado ao palco do Teatro Castro Alves, às 20h30.

O show tem o mesmo nome do disco DVD de 2006, comemorativo aos 60 anos do cantor e com participações de Djavan, Guinga, Hamilton de Hollanda e Yamandu Costa. No entanto, o show Obrigado, gente! não segue exatamente o mesmo repertório daquelas apresentações e gravações. Na etapa de Cuiabá do CCBB Itinerante, João Bosco, ao subir ao palco, optou por salientar os sucessos desde a estréia em disco em 1973, muitos deles em parceria com Aldir Blanc.

O cantor promove um desfile musical de 20 composições. Entre as criações de ou em parceria com Aldir, o percurso começa com as mais antigas, como “Bala com Bala”, parceria de Bosco e Blanc no disco de estréia do primeiro, e “Dois para Lá, Dois para Cá”, “De Frente para o Crime” e “ Kid Cavaquinho”, parte do seu segundo vinil, Caça a Raposa (1975). Do terceiro disco, Galos de Briga (1976), ele canta “Incompatibilidade de Genios” , outra parceria com Aldir Blanc, que se repete, ainda, nas posteriores “Tiro de Misericórdia” (do disco homônimo, de 1977) e “Linha de Passe” (do disco homônimo de 1979, do qual também extrai “O Bêbado e a Equlilibrista”).

Se os anos 70 foram centrais para a parceria com Blanc, ela permaneceu em outras músicas selecionadas para o show, como “Corsário” (do disco Essa é sua Vida”, de 1981) e “Nação e Coisa Feita” (ambos do disco Comissão de Frente, de 1982). Estão programadas ainda parcerias com Capinam (“Papel Marché”, do disco Gagbirô, de 1984), Abel Silva (“Desenho de Giz” e “Quando o Amor Acontece”, do disco Ai Ai de Mim, 1987) e com Wally Salomão e Antônio Cícero (“Saida de Emergência”, do disco Sem Fronteira, de 1991). As mais recentes são do disco Malabarista do Sinal Vermelho (2002) – a música do título, “Benzectasil” e “Terreiro de Jesus” – e fizeram parte dos celebrações dos 30 anos de carreira do cantor

João Bosco - Nascido em 13 de julho de 1946, mineiro de origem, João Bosco começou a se interessar por música ainda na infância, com 12 anos. Admirador de jazz, bossa nova e tropicalismo, trocou a engenharia pela música. Vinicius de Moraes foi um de seus principais incentivadores e parceiro em “Rosa dos Ventos”, “Samba do Pouso” e “O Mergulhador”.

A partir de 1971, quando conhece Aldir Blanc, João Bosco encontra espaço generoso na MPB. Sua primeira gravação foi “Agnus Sei”, em parceria com Aldir, em 1972, no Disco de Bolso, lançado pelo jornal O Pasquim. O vínculo criativo com Aldir rendeu várias jóias nos anos 70, entre as quais “Mestre-sala dos Mares", "Dois pra Lá, Dois pra Cá" e "O Bêbado e a Equilibrista”, que ganharam a expressividade vocal de Elis Regina.

Considerado um violonista capaz de virtuoses e um intérprete que canta com senso percursivo, João Bosco procura manter sua popularidade sem perda da invenção e da criatividade, aliando questões sociais e íntimas, poesia e crônica da realidade.

João Bosco – Show Obrigado, Gente!
Data: 16.06.2008
Horário: às 20h30
Local: Teatro Castro Alves, Praça 2 de julho, s/n - Campo Grande
Preço: R$ 15,00 e R$ 7,50 (Clientes Banco do Brasil, Idosos e Estudantes).
Secult

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Salvador

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