Os acontecimentos de 1968, ano símbolo da década de 60, serão relembrados, em
Salvador e Recôncavo, com série de eventos que vão tomar conta do calendário cultural da cidade de maio a dezembro de 2008. Marcado por revoltas estudantis na França e pela Primavera de Praga em oposição ao domínio soviético na então Tchecoslováquia, no Brasil o ano ficou na memória pela resistência estudantil à ditadura militar, pelo AI-5 e pela efervescência cultural e de comportamento que embalou todo o período. Da explosão tropicalista aos movimentos feministas e ecológicos, tudo respirava o ar de uma desejada transformação na sociedade.
Na próxima terça-feira, dia 6 de maio, às 19 horas, três protagonistas dos movimentos estudantis de 68 estarão em
Salvador para o debate 68+40, na Reitoria da UFBA: os ex-líderes estudantis José Dirceu e Vladimir Palmeira; e o cineasta Geraldo Sarno. Participam também dos debates os reitores da UFBA, Naomar de Almeida Filho, e da Universidade Federal do Recôncavo da
Bahia (UFRB), Paulo Gabriel, além do secretário de Cultura, Márcio Meirelles. Durante o evento, será lançado, pela Secretaria de Cultura do Estado, edital no valor de R$600 mil para apoio a propostas de produtores culturais sobre o tema 68+40 em sete linguagens: artes visuais, dança, teatro, música, literatura e memória, audiovisual (TV) e rádio.
A partir da próxima semana, a cidade contará com uma intensa programação de debates, conferências, exposições e mostras de filmes que vão ocupar diversas salas de exibição do circuito alternativo de
Salvador. A programação do 68+40 envolve a Secretaria de Cultura do Estado da
Bahia, UFBA, UFRB, União Nacional dos Estudantes (UNE), Aliança Francesa, Instituto Cultural Brasil Alemanha (ICBA), Jornada Internacional de Cinema da
Bahia e Associação dos Professores Universitários da
Bahia (APUB).