A Coordenação de Combate à Dengue e a Equipe de Educação no Combate à Dengue, em apoio à Unidade de
Saúde da Família Corbiniano Freire (USF), no bairro
Santa Inês, realizou uma caminhada de mobilização dos moradores do bairro para que entrem no combate aos focos do mosquito que transmite a doença.
A mobilização aconteceu em virtude dos índices de infestação predial, encontrados naquela área que, segundo o coordenador de combate à Dengue Roberto Góes, é uma das dez mais afetadas do município, com um percentual de 11,6% de infestação predial, o que por si só já justificaria uma ação direcionada para o bairro.
A coordenação do movimento ficou por conta de Maria dos Reis, Tâmara Vieira e Benebora Cardoso. Maria explicou que o objetivo do mutirão é fazer o esclarecimento dos moradores com relação às medidas que precisam ser tomadas para diminuir o número de focos do mosquito encontrados naquela área da cidade.
Ela disse que eventos como este chamam a atenção das pessoas e despertam os moradores para a gravidade do problema, uma vez que a população não tem muito acesso aos meios de comunicação e acaba por não tomar os mínimos cuidados necessários ao controle da proliferação do mosquito, pondo em risco a eles mesmos.
“Temos que manter viva e constante a campanha de combate ao mosquito como forma de fazer com que as pessoas tornem as ações de combate aos focos das larvas do Aedes aegypti um hábito de higiene, como é escovar os dentes ou tomar banho. Não podemos perder a luta para o mosquito”, considerou Maria dos Reis.
Profilaxia
Outra apoiadora do movimento, a enfermeira Marlene Vieira, responsável pela USF, declarou que incentivou a realização da caminhada pelo bairro porque esta acaba por manter acesa na memória das pessoas, aquilo que devem fazer para evitar que o mosquito transmissor do vírus da Dengue se multiplique e provoque uma corrida aos postos de saúde e hospitais da cidade.
Não deixa de ser um importante trabalho de profilaxia contra a doença, que as pessoas não estão levando a sério, mas é perigosa e mata. “É importante salientar que a Dengue é uma doença perigosa e que pode matar, as pessoas parecem não se dar conta disto e conseqüentemente negligenciam as providências necessárias ao controle dos focos de procriação do mosquito”, avaliou.
Para Marlene, quanto mais a população se prevenir, não deixando vasilhas e outros recipientes com água parada dentro de casa, menos será preciso que as pessoas vão aos postos de saúde e hospitais, fazendo com que os atendimentos se concentrem em casos de controle mais difícil de se conseguir do que a Dengue.