Já que “tudo vira som”, como diria o “bruxo” multiinstrumentista Hermeto Paschoal, a série “Palestra Concertante” traz ao público baiano a parafernália da percussão e sua diversidade instrumental e sonora, na próxima quarta (23), às 18h30, na Sala do Coro do Teatro
Castro Alves. A abordagem será feita pelo músico da Orquestra Sinfônica da
Bahia, Jorge Sacramento, que trará ainda, como convidado, um time de mestres do baticum, como o Duo Sacramento e o Grupo de Percussão da UFBA. No mesmo dia, a partir das 9h45, haverá ensaio aberto ao público, com entrada franca.
Para quem pensa que a percussão é resultado de invencionices do século 20, a palestra irá revelar uma história carregada de curiosidades. Os instrumentos de percussão são os mais antigos que existem. Em muitos sítios arqueológicos foram encontradas representações de pessoas dançando em torno de um tambor. Mais: vários objetos, como toras de árvores, chegaram a ser usados como tambores primitivos.
Conhecido na cena musical baiana, Jorge Sacramento iniciou seus estudos de bateria no curso livre da UCSAL, onde passou dois anos estudando com o professor Jerônimo Cunha. Em 1986, ingressou no Curso Básico de Percussão da UFBA, na classe do mestre Fernando Santos.
Como músico popular, já se apresentou com vários artistas da música na
Bahia, como Clara Guinel, Guida Moura, Confraria da Bazófia, Gang Bang, Janela Brasileira, entre outros. Gravou discos dos artistas Andréa Daltro, Joatan Nascimento, Juvino Alves, Lindemberg Cardoso, Janela Brasileira, Confraria da Bazófia, Paulo Lima e Wellington Gomes. Além disso, é timpanista oficial das Novenas da Conceição da Praia e do Senhor do Bomfim.
Atualmente, além de professor-assistente da cadeira de Percussão da UFBA, Jorge Sacramento é percussionista assistente da Orquestra Sinfônica da
Bahia e coordena vários projetos de extensão na EMUS/UFBA. É também mestre e doutorando em Educação Musical da Universidade Federal da
Bahia.