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    18 de Abril de 2008 - 00:15

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Especialistas alertam para contaminação de doenças em consultórios odontológicos

Estima-se que pelo menos 25% dos pacientes atendidos em consultórios odontológicos possuam algum tipo de doença infecto-contagiosa. A maior fonte de contaminação está no instrumental que, muitas vezes, é esterilizado de forma inadequada. Outros locais de grande risco de infecção são a cuspideira e a caixa de revelação (local onde são embalados os filmes de raios X). Por isso, especialistas alertam para a importância da biosegurança no ambiente dos dentistas.

De acordo com o cirurgião-dentista, Fernando Oliveira, tanto os profissionais quanto a população devem redobrar a atenção quando fizerem algum procedimento dentário. “O primeiro passo é observar a higiene local e se o dentista segue os protocolos de biossegurança, como esterilização correta, desinfecção das superfícies, uso de instrumentos cortantes descartáveis, como seringas, bisturis e agulhas e equipamento de proteção individual, a exemplo de máscara, luvas, jaleco, gorro e óculos”, explica Oliveira, que também é Doutor em Farmacologia pela Usp e Mestre em Periodontia.

Entre as principais doenças transmitidas dentro dos consultórios estão as hepatites B e C. Elas podem ser repassadas em situações acidentais com materiais cortantes contaminados. Há também a possibilidade de ocorrer pelo contato desses instrumentos com fluidos, como a saliva, em mucosas. “Um simples e aparentemente inofensivo filme de radiografia dental pode ser o responsável pela infecção de paciente para paciente. Por isso, o filme deve estar envolvido por uma barreira para sua posterior retirada, antes da sua revelação”, acrescenta Fernando Oliveira, proprietário da Clínica Bioimplantes.

Sobre a doença - Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), meio bilhão de indivíduos em todo o mundo foi notificado como infectados pelo vírus da Hepatite B e cerca de 180 milhões pela Hepatite C. A do tipo B pode ser transmitido não só apenas por instrumentos contaminados em consultórios odontológicos, mas também através de relações sexuais, pelo sangue e da mãe para o bebê. Já a do tipo C, considerada pela OMS como a Doença do Terceiro Milênio, é uma enfermidade que pode ser silenciosa por vários anos e é carcinogênica (pode promover tumores).

A maioria das contaminações está associada a uso de drogas injetáveis (38%), transfusão sangüínea (40%) e relações sexuais (5%). A doença pode demorar até 20 anos para manifestar sintomas. Por isso, estima-se que cerca de 40% dos portadores de HCV não saibam da sua condição sorológica. Quanto mais cedo acontece o diagnóstico, melhor o tratamento.
Reattor Comunicação


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