Palestra iniciou série de “Encontros com o escritor” em Salvador

Publicado em: 16/04/2008 - 00h46min

A formação dos escritores baianos contemporâneos é marcada, em sua gênese, pelos núcleos e pólos que se formaram em torno das universidades estaduais e seus cursos de letras, pela influência da forte cultura afro-descendente e também pelo cordel, que vem obtendo nas últimas décadas um destaque acentuado como gênero literário, sendo inclusive objeto de estudos e pesquisas acadêmicas. A conclusão é do professor Edivaldo Boaventura, presidente da Academia de Letras da Bahia, e foi exposta durante a palestra inaugural da série Encontro com Escritor, realizada no último dia 11.

Para Edivaldo Boaventura, tal como aconteceu com as gerações anteriores de literatos baianos, “como o Movimento Arco e Flexa, a Geração MAPA e o mais recente, o pessoal da Revista Iararana”, os novos escritores baianos têm como destino natural a própria Academia de Letras da Bahia, que segundo ele deve abrigar as manifestações literárias, “porque são expressões da nossa cultura”.

Platéia - Dezenas de pessoas compareceram à Biblioteca Central do Estado para assistir à primeira atividade do ciclo de palestras deste ano. Uma delas foi a pedagoga Rosa Paz Nunes, admiradora da obra poética de Myriam Fraga, que destaca a iniciativa da Fundação Pedro Calmon em promover o Encontro com o Escritor. ”É estimulante para nós leitores termos esse diálogo com as pessoas que fazem a nossa literatura”. Outro que elogiou a iniciativa foi Nivaldo Lariú, autor do já consagrado “Dicionário do Baianês”. Ele considera iniciativas como essa, “extremamente interessantes”, e que merecem ser expandidas como projetos de difusão cultural, inclusive para o interior do estado.

Programação - A série Encontro com o Escritor consiste em palestras mensais, sempre realizadas em bibliotecas públicas, com autores baianos, de diferentes estilos, gêneros e gerações. O objetivo da Fundação Pedro Calmon é ampliar o acesso às bibliotecas, incentivar e valorizar a leitura e possibilitar aos escritores baianos uma maior divulgação de suas obras. Para o público leitor, esta é uma oportunidade para conhecer melhor os autores, debater e conhecer o processo de criação literária.

Para este ano a Diretoria de Bibliotecas Públicas (DIBIP), da Fundação Pedro Calmon, programou as seguintes palestras:
Marlu Chaves (abril), na Biblioteca Monteiro Lobato; Eugênio Junqueira Aires (maio), na Biblioteca Pública Thales de Azevedo; Evelina Hoisel (junho), na Biblioteca Central: Jorge Conceição (julho), na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato; Rita Santana (agosto), na Biblioteca Thales de Azevedo; Milta de Azevedo (setembro); Waldomiro Santana (outubro), na Biblioteca Anísio Teixeira; Dalila Machado (novembro), na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior em Itaparica; Jerusa Maria Ferreira de Souza (também em novembro), na Biblioteca Central e Delmar Alves Araújo (dezembro), na Biblioteca Afrânio Peixoto, em Lençóis.
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