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O que era usado apenas para ajudar no desempenho sexual masculino também pode ter outra função. Além de recuperar a auto-estima do homem, o Viagra vem sendo utilizado para tratar outros males.
O Viagra (citrato de Sildenafil), do laboratório Pfeizer, é um medicamento que ajuda a combater a impotência sexual e pode também reduzir os efeitos do estresse sobre o coração, conforme aponta estudo feito pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.
O remédio, consumido por vários homens em todo o mundo, diminui o ritmo do aumento das contrações do coração pela metade. "O Viagra ajuda a manter as ereções ao bloquear a ação de uma enzima que impede o relaxamento dos vasos sanguíneos no pênis. Essa mesma enzima, chamada phosphodiesterase-5 (PDE5A), também está envolvida na quebra de uma molécula-chave que ajuda a controlar estresse e limita a expansão do coração.", afirma o cardiologista Paulo Augusto Sampaio.
Médicos acreditam que movimentos que poderiam ser prejudicados devido ao acidente vascular permaneceriam intactos, pois o remédio ajudaria na formação de novas células cerebrais.
Após essa recente descoberta, pesquisadores do mundo inteiro começaram a fazer testes a fim de verificarem a eficácia do medicamento. “Mas nós não tivemos ainda muita constatação a respeito de como esta terapia pode trabalhar no coração humano. No momento, nossa pesquisa fornece apenas a evidência de que esta droga tem certamente um impacto importante no coração”, declara o pesquisador David Kass.
Segundo Dr. Paulo Augusto, a dilatação do homem, que pode ocorrer com a alta da pressão sangüínea, faz com que a parede muscular do coração fique mais grossa, podendo provocar complicações cardíacas. “O medicamento Viagra, utilizado contra a disfunção erétil (impotência), pode auxiliar na prevenção da dilatação anormal do coração”, diz.
Com isso, homens e mulheres utilizam esse medicamento como forma de tratar problemas cardíacos, como é o caso da corretora Ana Maria Cristina, 42 anos. “Há 5 meses venho me tratando com Viagra e já me sinto bem melhor”, conta.
O sucesso do Viagra ocasionou uma corrida na indústria farmacêutica. Os laboratórios se empenham em desenvolver pílulas contra a impotência mais eficazes e seguras. Outro alvo são as mulheres frígidas. Os pesquisadores procuram sintetizar uma droga capaz de combater a frigidez. Por último, a recomendação de sempre: “o Viagra não é um afrodisíaco. Só deve ser tomado sob orientação médica. O homem brasileiro trata de questões sexuais com naturalidade, mas nem por isso deve automedicar-se. Automedicar-se com Viagra é um aspecto que deve ser muito bem pensado, pois os portadores dessa doença devem sempre procurar ajuda médica", aconselha Kass.
Mesmo sendo um sucesso, o Viagra também é motivo de preocupação para médicos e usuários. “Dentre os efeitos colaterais que ele pode causar, estão distúrbios visuais, dores de cabeça, palpitações, arritmia, parada cardíaca e o priapismo. Esse último se refere a um mal que acontece quando uma ereção dura mais de quatro horas. Caso o quadro não seja tratado, pode evoluir para uma gangrena tornando necessária a amputação do pênis. Que fique claro que, assim como qualquer outro remédio, o Viagra só deve ser consumido a partir de uma orientação médica”, alerta o cardiologista.