A exposição audiovisual Investigações: O Trabalho do Artista é o cartaz da Sala Alexandre Robatto, no período de 11 a 17 de abril, em dois programas distintos exibidos diariamente, um, às 15h e 20h, e o segundo, às 17h30, todos com entrada franca.
Trata-se de uma série de documentários produzida pelo Itaú Cultural em 2000. Com base na interpretação livre dos diretores Bruno Vianna, Eder Santos, Karen Harley, Luiz Duva e Luiz Felipe Sá, o processo de criação e as obras dos artistas plásticos Carlos Fadon Vicente, Carmela Gross, Cildo Meireles, Eduardo Kac, Ernesto Neto, Iole de Freitas e Nuno Ramos foram apresentados em sete originais documentos audiovisuais.
A importância histórica desses registros e, sobretudo, a qualidade estética das narrativas propostas pelos realizadores motivaram a reedição da série em DVD, em lançamento comemorativo dos 20 anos do Itaú Cultural. Em
Salvador, a exposição recebe o apoio da Diretoria de Audiovisual (Dimas), da Fundação Cultural do Estado da
Bahia (Funceb).
ProgramaçãoPrograma 1 - Às 15h e 20h
Cildo Meireles: Gramática do Objeto (Rio de Janeiro, 2000)
Direção: Luiz Felipe Sá
Duração: 15 min. / Censura: 12 anos
Sinopse - O vídeo propõe analisar, didaticamente, o trabalho do artista Cildo Meireles e procura questionar o lugar do objeto de arte na relação valor de uso x valor de troca. Por meio de conceitos desenvolvidos pelo artista, as obras são inseridas também em circuitos ideológicos, exigindo do espectador um olhar intelectivo.
Iole de Freitas: Ar ativado (Rio de Janeiro, 2000)
Direção: Luiz Felipe Sá
Duração: 14 min. / Censura: 12 anos
Sinopse - Registro do trabalho de Iole de Freitas, que, por meio da dinâmica e da velocidade impressas, expõe suas questões e seu processo de investigação sobre um espaço contínuo e temporal. O documentário indaga a relação dentro e fora, inclusive em um espaço urbano, revelando as forças em movimento.
Eduardo Kac: Oito Diálogos (Nova York, 2000)
Direção: Bruno Vianna
Duração: 30 min. / Censura: 12 anos
Sinopse - O documentário faz uma revisão crítica de oito obras de Eduardo Kac. Por meio de performances com suportes diversos, poesia visual e holográfica, experiências de telepresença e o uso do próprio corpo como arte, o artista ressalta o conflito natural x artificial e expõe a questão da simultaneidade de tempo x espaço, mostrando as perspectivas de um mundo que agora também é virtual.
Programa 2 - Às 17h30
Nuno Ramos: Acidente Geográfico (Minas Gerais, 2000)
Direção: Eder Santos
Duração: 18 min. / Censura: 12 anos
Sinopse - Com uma linguagem poética, o documentário expõe os trabalhos de Nuno Ramos, com base em dois conceitos formulados pelo crítico de arte Márcio Doctors: Estética do Acidente e Estética do Vulcão. Com a utilização de diversos suportes e elementos construtivos, o artista a utilização de diversos suportes e elementos construtivos, o artista insere o homem na paisagem, trata o acidente como uma suspensão do tempo e do espaço e retrata a catástrofe como algo libertador.
Ernesto Neto: Nós Pescando o Tempo (Rio de Janeiro, 2000)
Direção: Karen Harley.
Duração: 21 min. / Censura: 12 anos
Sinopse - O documentário revela um encontro com Ernesto Neto, sua concepção de arte e seu processo de trabalho, traçando um ciclo que encontra na topologia da matemática e do prazer uma linha que questiona o tempo cosmológico e o tempo orgânico. Também trata de sua intimidade com a obra, que se dá por meio da personificação da mesma desde sua gestação até as sensações que pode causar.
Carlos Fadon Vicente (São Paulo, 2000)
Direção: Luiz Duva.
Duração: 18 min. / Censura: 12 anos.
Sinopse - O documentário levanta questões sobre a estrutura por trás da obra e o tipo de contribuição que ela pode dar, além de discutir o processo criativo do artista Carlos Fadon Vicente. Temas como a representação da memória, a interatividade homem x máquina e a subversão do homem também compõem o documentário.
Carmela Gross (São Paulo, 2000)
Direção: Luiz Durva.
Duração: 27 min. / Censura: 12 anos
Sinopse - Durante um passeio por São Paulo, a artista fala sobre seu trabalho e sua visão sobre a cidade. O documentário mostra que sua obra tem a presença de uma estrutura rigorosa e de elementos fluidos, típicos de construções urbanas, mas também abre espaço para uma reflexão sobre a própria construção do ser e sua subjetividade.