Música de Câmara da temporada 2008 em Salvador

Publicado em: 07/04/2008 - 15h26min

Novas sonoridades com concepções estéticas distintas abrem a Série Música de Câmara da temporada 2008 da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), no próximo dia 9 de abril, às 20h30, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves. O recital apresenta os solistas Emmanuele Baldini (violino), Ricardo Castro (piano), e os instrumentistas de cordas da OSBA. O repertório traz obras de Franz Schubert (1797-1828), “Octeto de Cordas em Fá Maior, D. 803” e de Ernest Chausson (1855-1899), “Concerto para violino, piano e quarteto de cordas, em Ré Maior, opus 21”.

 Conhecido do público paulista por sua atuação como spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, o italiano Emmanuele Baldini é um dos mais requisitados solistas da atualidade. Gravou discos com as sonatas de Cesar Franck, Magnard, Paganini e Tartini, Weber e Mendelssohn, assim como a integral de Martucci para violino e piano. Baldini foi primeiro violino da Orquestra do Teatro Municipal de Bolonha e da Orquestra do Teatro Giuseppe Verdi, de Trieste, inclusive colaborando, a convite do maestro Riccardo Muti, com a Orquestra do Scala de Milão. Como violinista, atuou com os regentes Ricardo Muti, Kurt Masur, K. Nagano, D. Gatti, Renzetti, Y. Abronovitch, John Neschling, Penderecki, entre outros.

 O pianista Ricardo Castro, que atua pela primeira vez em formação de música de câmera com os integrantes da OSBA, faz parte da pequena lista de instrumentistas brasileiros com reconhecimento internacional. Gestor da Orquestra Sinfônica da Bahia e idealizador do projeto NEOJIBÁ (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), o músico baiano já tocou nas mais importantes salas de concerto como Musikverein de Viena, Theatre du Chatelet em Paris, Queen Elisabeth Hall de Londres ou Herkulessaal em Munique.  Participou de importantes festivais (Kuhmo, Maggio Musicale Fiorentino, Wiener Sommer, Schleswig Holstein, La Roque d’Anthéron, entre outros) onde colaborou com grandes músicos como o Quarteto Bartok, Maria João Pires, Antonio Meneses, Quarteto Amati, os irmãos Capuçon e Martha Argerich, entre outros. Gravou discos para os selos BMG-Arte Nova e Deutsche Grammophon com obras de W. A. Mozart, Manuel De Falla, Franz Liszt, Frédéric Chopin e Franz Schubert.

Repertório

Neste concerto, o público poderá conferir peças de dois compositores nascidos em diferentes países e épocas, mas que tiveram semelhante destino: a morte prematura. Deixaram, contudo, o legado de suas obras, verdadeiras jóias sonoras, sem as quais a história da música teria trilhado um caminho menos poético.

O “Octeto em Fá Maior, D. 803”, de Franz Schubert, será interpretada por Emmanuele Baldini no Violino I e pelos músicos da OSBA Tatiana Onnis, violino II;  Alexandr Tchikilov, viola; Christian Knop, violoncelo; Pinno Onnis, contrabaixo; Pedro Robatto, clarinete; Cláudia Salles, fagote, e Josely Saldanha, trompa.

Apesar de ter morrido ainda jovem, Schubert legou vasta produção. Mestre incontestável do Lied, tendo no catálogo algo como 600 canções, escreveu nove sinfonias, música litúrgica, óperas e uma grande quantidade de obras de música de câmara ou para piano. A originalidade de sua escrita melódica e harmônica é evidente o que o torna um dos compositores emblemáticos da música ocidental.

A segunda obra, “Concerto para Violino, Piano e Quarteto de Cordas em Ré Maior, op.21”, de Ernest Chausson, além dos solistas Emmanuele Baldini e Ricardo Castro, a peça irá reunir o Quarteto de Cordas da OSBA (Alexandre Casado, violino I; Teodoro Salles, violino II; Alexandr Tchikilov, viola, e Suzana Kato, violoncelo).

A personalidade artística de Chausson é o produto de uma vivência ativa num meio rico de experiências culturais. No final do século 19, Paris fervilhava e assistia ao desenvolvimento da arte de compositores como Massenet, Cesar Franck, Saint–Saëns, Vincent d’Indy, Fauré e Debussy, entre outros.

Compositor francês relativamente desconhecido, o percurso criativo de Chausson foi um dos mais breves na história da música. Ainda assim, a sua obra se expressa de formas diferentes ao longo dos anos, produto sintetizado de distintas influências estéticas assimiladas.
Ensaio aberto – O público poderá assistir gratuitamente ao ensaio geral da Orquestra Sinfônica da Bahia com os convidados no mesmo dia do concerto, quarta-feira, 9 de abril. O ensaio vai ter início às 9h45, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, com a participação dos mesmos solistas e músicos da apresentação.
TCA - Assessoria de Comunicação

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