'Quartas Baianas' exibe animação e documentários sobre capoeira

Publicado em: 30/03/2008 - 10h06min

A próxima sessão do projeto Quartas Baianas, no dia 2 de abril, às 20h, na Sala Walter da Silveira, tem como atrativos para os cinéfilos a animação Bahianimada, de Caó Cruz Alves, os documentários Vadiação, de Alexandre Robatto, Mestre Pastinha - Capoeira Angola, de Paulo Sá Vieira, e A Capoeiragem na Bahia, de José Umberto. A entrada é franqueada a quem chegar (claro que no limite da lotação da sala), numa promoção conjunta da Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (Dimas) e Associação Baiana de Cinema e Vídeo.

Quartas Baianas – Sala Walter da Silveira

Filmes:

- Bahianimada
Animação. 5 min. 2006
Direção: Caó Cruz Alves
Monumentos e paisagens pitorescas de Salvador da Bahia tomam vida e se movimentam com destreza, humor e lirismo.

- Vadiação
Doc. 7 min. 1954
Direção: Alexandre Robatto
Alguns homens tocam berimbaus e pandeiros e cantam. Outros se revezam no jogo da capoeira a várias pessoas assistem. Colaboradores: Caribé, Paulo Jatobá, Manoel Ribeiro e Silvio Robatto. Na tela, berimbaus e cantores do mestre Bimba e jogadores do mestre Waldemar.

- Mestre Pastinha - Capoeira Angola
Doc. 10 min. 1982
Direção: Paulo Sá Vieira.
A vida de Mestre Pastinha contada por Rodolfo Coelho Cavalcante.

- A Capoeiragem na Bahia
Doc. 56 min. 2000
Direção: José Umberto.
No 13º documentário integrante do projeto de mapeamento cultural e paisagístico da Bahia, o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia / TV Educativa (Irdeb/TVE) registra a capoeira, uma manifestação já enraizada na cultura baiana, mas que, até então, não havia sido mostrada em profundidade pela televisão e pelo cinema local. Co-direção, roteiro e edição do cineasta José Umberto, o documentário aborda a questão controvertida das origens históricas da capoeira, sua imbricação Africana- Ameríndia - Ibérica, sua relação com o candomblé e as tradições desta dança-luta que se tornou um símbolo da manifestação corporal expresso viço da ginga baiana. Além de enfocar as mudanças ocorridas na tradição e o surgimento das novas lideranças. A Capoeiragem na Bahia exibe imagens raras de duas grandes personalidades da capoeira na Bahia, os mestres Pastinha e Bimba, retiradas de películas das décadas de 50 e 60, telecinadas para exibição em TV pelo Irdeb, além de depoimentos dos mestres Artur (da cidade de Nazaré), Neneu (filho de Bimba), Decânio, João Pequeno, Morais, César Itapuã, Gildo Alfinete, Januário (todos residentes em Salvador), Acordeon, Cobra Mansa, Edna, (baianos que residem e ensinam capoeira nos Estados Unidos, do escultor Mário Cravo Júnior, do médico ex-capoeirista e vice-governador Otto Alencar, que fala do preconceito de 30 anos atrás contra os que jogavam capoeira, entre outros. A prática da capoeira foi motivo de perseguições durante os períodos monárquicos e republicano. O desenvolvimento da capoeira na verdade confunde-se com a crônica policial. Apesar de estigmatizada, devido aos preconceitos de uma sociedade patriarcal, a dança-luta, conseguia seduzir seguimentos da elite até ser reconhecida como “esporte nacional” pelo populismo getulista.
DIMAS

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