Exposição no Tietê pode ser vista de barco
Publicado em: 27/03/2008 - 12h45min
Assim como o lixo lançado ao Rio Tietê, garrafas pet gigantes invadiram desde a última quarta-feira (26) as margens do rio entre as pontes do Limão e da Casa Verde. Muito além das galerias de arte, a instalação “Pets”, do artista plástico paulistano Eduardo Srur, atingirá mais de um milhão de pessoas por dia.
As esculturas provocativas poderão ser vistas tanto por motoristas na Marginal Tietê, parados em congestionamentos, quanto de “dentro do próprio rio”. Um barco da organização não-governamental Navega SP levará os visitantes, a partir da próxima segunda-feira (31), a um passeio gratuito de uma hora. Estima-se que oito mil crianças de escolas estaduais conheçam a obra.
Dada a escala gigante, as vinte garrafas feitas de vinil especial, de 10 metros de comprimento por três metros de diâmetro, podem ser vistas até de helicópteros e aviões. Após a exposição, do material serão feitas mochilas a serem doadas a crianças.
Rio invisível
O criador de “Pets” diz que pretende chamar a atenção para o poluído Tietê que, na sua avaliação, foi vital para a construção da cidade e acabou esquecido pela população. “Parece que o rio é invisível. As esculturas gigantes são uma tentativa de fazer essa reativação visual, que o público volte a enxergar.”
À noite, as garrafas serão iluminadas. Como não havia rede elétrica no local, foram instalados postes e cabos subterrâneos na margem do rio. As luzes também provocam reflexão. “Quando escurece, o lixo some da nossa vista, mas continua lá. Com a iluminação, à noite, as garrafas não serão esquecidas.”