Conselho Estadual de Saúde prepara relatório sobre Hospital de Base em Itabuna

Publicado em: 26/03/2008 - 08h39min

Verificar ‘in loco’ a atuação e os problemas enfrentados pelo Hospital de Base Luis Eduardo Magalhães, que funciona como um centro de referencia regional, atendendo a pacientes de 123 municípios, dos quais 108 pactuados, foi o objetivo de uma visita de quatro integrantes do Conselho Estadual de Saúde aquela unidade de saúde. Eles preparam um relatório que será discutido na quinta-feira (27), na Assembléia Legislativa do Estado.

O grupo que estava acompanhado de representantes do Conselho Municipal de Saúde e da Uesc, foi recepcionado pelo diretor médico do hospital,João Antônio Carvalho e pelo secretário municipal de saúde, Jesuíno Oliveira, que apresentaram um relato da situação do hospital. Também foram visitadas as instalações do pronto socorro, centro cirúrgico, laboratórios, enfermarias e mesmo o refeitório da unidade, que fornece cerca de mil refeições por dia.

O secretário Jesuíno Oliveira entregou aos representantes do conselho e integrantes da comitiva uma série de documentos, inclusive um relatório mostrando o saldo negativo de R$ 744,8 mil de oito municípios pactuados com o Hospital de Base e que têm instalações hospitalares em funcionamento. Apenas dois municípios apresentaram um saldo positivo: Coaraci, com R$ 542,4 mil pactuados em 2007 e com R$ 523,6 mil utilizados e Porto Seguro, com R$ 60,1 mil pactuados e R$ 59,5 mil utilizados.

Entre os municípios com saldo negativo estão Ilhéus, que teve R$ 7,3 mil pactuados e utilizou o equivalente a R$ 235,2 mil. Jequié com um volume de R$ 39,7 mil pactuados e R$ 186,6 mil utilizado, enquanto Vitória da Conqusita registrou em 2007 um valor de R$ 5 mil pactuados e usou R$ 94,6 mil.

A relação inclu ainda os municípios de Eunápolis, com R$ 14,7 nil pactuados e R$ 101,8 mil utilizados; seguido de Ipiaú, com R$ 37,1 mil ajustados e com uma utilização de R$ 103,9 mil. Gandu, que também como os demais municípios tem um hospital em funcionamento, registrou no ano passado uma utilização de serviços da ordem de R$ 188,2 mil, contra R$ 42,3 mil pactuados. O relatório mostra no total de para uma pactuação de R$ 748,7 mil de serviços, estes oito municípios utilizaram o equivalente a R$ 1,5 milhão em 12 meses.

Aos visitantes o diretor médico João Antônio explicou que o hospital opera com 158 leitos, funcionando como referência para 123 municípios da região, com uma população de mais de três milhões de habitantes. Ele explica que o hospital enfrenta problemas de ordem financeira em função da crescente demanda de serviços, recebendo pacientes de outros municípios em estado critico.

A secretaria executiva do Conselho Estadual de Saúde, Elizabeth Lima de Moraes explicou que além da visita ao Hospital de Base, os integrantes participam de um debate na Câmara Municipal, ainda no período da tarde. Explicou que a visita resultará na elaboração de um relatório que será apresentado ainda este semana, em uma reunião a ser realizada na Assembléia Legislativa.

A presidente do Sindsaúde e integrante do Conselho Estadual de Saúde, Maria Tereza Deiró explicou que a visita dos conselheiros se estenderá a outras unidades hospitalares da capital e do interior gerenciadas pelo governo do estado, prefeituras e mesmo com outros modelos de gestão como é o caso de Barreiras, no sudoeste do estdo.

Destacou ainda, que a visita objetivou conhecer o funcionamento do Hospital de Base, vendo como funcionam os serviços, o sistema de sobreaviso, e mesmo verificar como são atendidos os pacientes: “Sabemos que o hospital enfrenta uma crise e queremos saber quais são as carências de material humano, de equipamentos e material”.

Já o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jaime Nascimento considerou importante a visita que servirá para avaliar as condições do Hospital de Base. Ele explica que os integrantes do Conselho Estadual vão participar de um debate no legislativo e podem contribuir com sugestões para que seja avaliada a possibilidade de estadualização do Hospital de Base, um processo cuja discussão foi iniciada entre representantes da Sesab e do município.
ASCOM da Prefeitura Municipal de Itabuna

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