Publicado em: 24/03/2008 - 17h10min
Incentivo à produção do artesanato local, garantia de mais uma opção de lazer e cultura para o soteropolitano, desenvolvimento econômico e mais organização do setor turístico são aspectos que fundamentam a criação do Grupo de Trabalho para Construção Compartilhada de uma Política Pública de Artesanato para Salvador. O GT corresponde a mais uma ação da Secretaria Municipal de Economia, Emprego e Renda (Sempre), por meio da Coordenação de Desenvolvimento Econômico e de Inovação.
Desde dezembro passado, quando tiveram início as atividades, o grupo já realizou seis encontros, onde foram realizados estudo e levantamento de dados sobre a situação do artesão soteropolitano. "Não existe uma pesquisa específica para quantificar o número de artesãos aqui na capital, mas sabe-se que milhares de soteropolitanos atuam nessa área", aponta o coordenador do setor de Desenvolvimento Econômico e de Inovação da Sempre, Thiago Xavier.
A segunda etapa do GT é a promoção de reuniões com os próprios artesãos, previstas para iniciar no segundo semestre com o objetivo de discutir perspectivas e propostas para o desenvolvimento da atividade.
As reuniões de formação e delimitação das ações do GT devem ocorrer até o próximo mês de junho, segundo o cronograma da Sempre. Participam desses encontros as secretarias municipais da Reparação (Semur), Desenvolvimento Social (Sedes), Serviços Públicos (Sesp), Articulação e Promoção da Cidadania (Semap), além da Superintendência Especial de Políticas para as Mulheres (SPM).
Também fazem parte do grupo representantes das administrações regionais (ARs) que têm a responsabilidade de identificar, através de um questionário padrão fornecido pela Sempre, o perfil dos artesãos dos bairros do município. Outros parceiros da Prefeitura para o desenvolvimento dessas políticas são o Sebrae, o Instituto Mauá, o Banco do Brasil, o Desenbahia, o Banco do Nordeste (BNB) e as associações de artesãos.
"Há debilidade na forma de produção do artesanato que busca atender especificamente ao mercado turístico, o que torna o artesanato local semelhante ao produzido nos demais estados nordestinos como uma forma de padronização", destacou Thiago Xavier. "O desafio é resgatar, buscar a identidade do artesanato baiano, fazendo principalmente com que o cidadão da terra tenha acesso e consuma esta produção", define o coordenador, reconhecendo que a organização de feiras de artesanato dinamiza não apenas o setor econômico com maior geração de renda, como cria um novo ambiente de diversão, cultura e interação para o morador.
O coordenador observa ainda que a atividade é um instrumento estratégico de desenvolvimento regional porque, além de ter um custo de investimento relativamente baixo, possibilita a utilização de matéria-prima natural disponível na confecção da maioria dos produtos e, principalmente, promove a inserção da mulher e do adolescente em atividades produtivas, estimulando a prática do associativismo.