Salvador investirá na promoção da saúde materna

Publicado em: 17/03/2008 - 12h55min

O prefeito João Henrique e a representante do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas no Brasil), Alanna Armitage, assinam hoje  (dia 17), às 16 horas, no Palácio Thomé de Souza, convênio de cooperação técnica para promoção da saúde sexual e reprodutiva em Salvador. O UNFPA vai apoiar estratégias do município para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), com especial atenção ao ODM 5, que visa melhorar a saúde das gestantes.

A iniciativa está sendo organizada em parceria com as secretarias municipais de Relações Internacionais (Secri), da Saúde (SMS) e da Reparação (Semur) e com a Superintendência Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). Na capital baiana, são registradas cerca de 110 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos por causas relacionadas à falta de acesso a informações adequadas e serviços de pré-natal, parto e pós-parto. Esse alto índice de mortalidade materna atinge principalmente mulheres jovens, de baixa escolaridade, em sua maioria negras e ocupadas em profissões precárias.

A Prefeitura de Salvador acredita que a integração dos programas realizados por diferentes setores do governo municipal e a aliança com agências internacionais de cooperação podem facilitar a promoção do bem-estar das mulheres e, em particular, melhorar as condições de saúde materna.

Para a idealização e implementação do convênio de cooperação foi criado um grupo de trabalho envolvendo SMS, Semur, SPM e Secri, que vai buscar uma maior integração das atividades que já vêm sendo realizadas no município na área da saúde sexual e reprodutiva. O secretário de Relações Internacionais, Leonel Leal, ressalta que essa iniciativa reafirma mais um compromisso da gestão municipal em garantir o acesso da população à saúde sexual e reprodutiva, reduzindo a mortalidade materna e garantindo os padrões de eqüidade racial, de gênero e faixa etária na cidade.        

As atividades previstas pelo convênio incluem a realização de oficinas e apoio às atividades de educação permanente para profissionais de saúde do município, auxílio à implementação de um plano de ação para redução da morte materna, inclusão do tema saúde sexual e reprodutiva na capacitação dos professores na rede pública de ensino, mobilização de homens e fortalecimento de lideranças comunitárias, de movimentos sociais e representantes da sociedade civil organizada para a promoção e defesa dos direitos reprodutivos.

Em nível global, o Objetivo do Milênio relativo à saúde materna é aquele para o qual a humanidade tem feito menos progresso. Segundo dados das Nações Unidas, nos últimos 20 anos, apesar dos esforços internacionais para tornar a maternidade mais segura, cerca de 10 milhões de mulheres morreram de causas maternas. A cada ano em todo o mundo, mais de meio milhão de mulheres continuam morrendo de complicações relacionadas à gestação e ao parto.

Para Alanna Armitage, representante do UNFPA no Brasil, as formas para a redução da mortalidade materna são compromisso e vontade política. "Para alcançar progresso real, é necessário que isso seja traduzido em políticas públicas e estratégias claras, como propõe a Prefeitura de Salvador", afirmou.
Portal Salvador

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