Cultura convida para celebração do aniversário de Castro Alves

Publicado em: 14/03/2008 - 10h18min

Em comemoração aos 161 de nascimento de Castro Alves (1847-1871), o Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), Fundação Pedro Calmon, e da Prefeitura Municipal de Cabaceiras do Paraguaçu, promovem próximo dia 14 de março (2008), sexta-feira, diversas atividades festivas para celebração do aniversário do poeta baiano.

O evento acontecerá no Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguassu, município baiano localizado a 160 km de Salvador. O parque funciona como um museu a céu aberto e é um dos 13 espaços museológicos estaduais administrados pelo IPAC, além do Museu de Arte Moderna (MAM), Museu de Arte da Bahia, Palácio da Aclamação, Palacete das Artes, Museu do Recolhimento dos Humildes, entre outros.

A festividade que marcará o primeiro centenário da morte de Castro Alves utiliza área da antiga da Fazenda Cabaceiras, onde nasceu o poeta. Além do museu, o parque possui escola de 1° e 2° graus administrada pela secretaria estadual de Educação, fonte, caramanchão e grande área verde. O acervo de mais de 380 objetos, que pertenceram ao poeta e seus familiares, é formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios, domésticos e artes visuais.

O parque dispõe ainda de auditório aberto, com capacidade para 100 pessoas, mini-auditório para vídeo no circuito da exposição, com aparelho de áudio no qual o visitante pode ouvir alguns dos poemas de Castro Alves, além de biblioteca. O conjunto conta ainda com uma residência para apoiar os técnicos do IPAC que serve também aos visitantes e de apoio para os trabalhos com a comunidade. Todo ano, no mês de março, ocorre uma espécie de romaria cívica ao Parque Castro Alves, evento que acabou se transformando em tradicional festa comemorativa da região.

PROGRAMAÇÃO - A programação começa com a Alvorada às 5 horas, seguida de maratona e de missa festiva na Igreja de São João Batista. No Auditório Pedro Calmon, às 10h, acontecerá sessão solene em homenagem à Castro Alves. A festividade tem seqüência com apresentação do jogral “Castro Alves e o Sonho de Liberdade”, pela Camerata Castro Alves – primeiro grupo de Salvador, especializado na representação teatral da vida e da obra do poeta, com destaque para sua poesia social. Às 11h40 está previsto o lançamento da revista e do CD MP3 Aplausos! Castro Alves nosso gondoleiro do amor. A publicação traz farto material ilustrativo, produzido ao longo de dez anos, sobretudo poemas, manifestos e fragmentos do repertório do grupo através de partituras musicais. O encerramento será ás 17h com apresentação de bandas na praça municipal.

BIOGRAFIA - Antônio Frederico de Castro Alves, nasceu a 14 de março de 1847 na Fazenda Cabaceiras, então comarca de Muritiba, a 42 Km da vila de Nossa Senhora da Conceição de “Curralinho”, hoje cidade de Castro Alves, na Bahia, e faleceu a 6 de julho de 1871, em Salvador. Fez o curso primário no Ginásio Baiano. Em 1862 ingressou na Faculdade de Direito de Recife. Datam desse tempo os seus amores com a atriz portuguesa Eugênia Câmara e a composição dos primeiros poemas abolicionistas: Os Escravos e A Cachoeira de Paulo Afonso, declamando-os em comícios cívicos. Em 1867 deixa Recife, indo para a Bahia, onde faz representar seu drama: Gonzaga. Segue depois para o Rio de Janeiro, recebendo incentivos promissores de José de Alencar, Francisco Otaviano e Machado de Assis. Em São Paulo, encontra nas Arcadas a mais brilhante das gerações, na qual se contavam Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Bias Fortes só para citar alguns dos notáveis. Vive, então, os seus dias de maior glória. A 11 de novembro de 1868, em caçada nos arredores de São Paulo, feriu o calcanhar esquerdo com um tiro de espingarda, resultando-lhe a amputação do pé. Sobreveio, em seguida, a tuberculose, sendo obrigado a voltar à Bahia, onde morreu. Castro Alves pertenceu à Terceira Geração da Poesia Romântica (Social ou Condoreira), caracterizada pelos ideais abolicionistas e republicanos, sendo considerado a maior expressão da época. Suas obras: Espumas Flutuantes, Gonzaga ou A Revolução de Minas, Cachoeira de Paulo Afonso, Vozes D'África, O Navio Negreiro, entre tantas. Suas poesias são marcadas pela crítica à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos.

Serviço
O quê: Aniversário de Castro Alves 161º
Local: Parque Histórico Castro Alves (Praça Castro Alves, 106, Cabaceiras do Paraguaçu/BA – (75) 3681.1102)
Dia: 14 de março de 2008 – a partir das 5h da manhã
Informações – DIMUS - Diretoria de Museus do IPAC - (71) 3117.6440
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Salvador

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