Maria Izidória da Silva Nogueira, 58 anos, moradora do Verdes Horizontes, toma 11 comprimidos diariamente. Tem diabetes, pressão baixa e problemas de coração. O custo do tratamento, com sete medicamentos, é superior a R$ 170,00 por mês, quase 50% do salário mínimo que recebe da aposentadoria.
Assim como ela, cerca de 400 pacientes são beneficiados em
Camaçari através do Programa de Medicamentos Especiais oferecidos pela Prefeitura. Agora, Maria Izidória recebe gratuitamente toda medicação e acompanhamento necessários para uma vida mais digna e saudável. “Sempre ficava devendo à farmácia. Graças a Deus, agora tenho essa ajuda,” desabafa.
O Município disponibiliza tratamentos especiais e de alto custo com recursos próprios para os moradores, além dos 276 tipos de medicamentos já distribuídos pela Prefeitura, em parceria com o governo federal.
O programa da Secretaria da
Saúde (Sesau) assiste pessoas com glaucoma, diabetes, hipertensão arterial severa, osteoporose, osteoartrite, psicose, esclerose, cardiopatia, trombose grave e outras doenças cujos remédios custam no mercado entre R$ 40,00 e R$ 400,00. O investimento mensal do Município é de, aproximadamente, R$ 40 mil.
“Graças a um trabalho de pesquisa, o Município compra parte dos medicamentos diretamente da indústria, uma economia de 25% para os cofres públicos”, explica o coordenador de assistência farmacêutico da Sesau, Marcelo Tavares Pereira.
O tratamento é disponibilizado nas unidades de saúde dos bairros
Camaçari de Dentro e Nova Aliança, em Vila de Abrantes, Arembepe e na Policlínica do Centro. “Há medicamentos que não são oferecidos gratuitamente em nenhum outro município baiano, como o de glaucoma que custa cerca de R$ 70. São medicamentos caros e de uso contínuo”, explica Marcelo Tavares.
AVALIAÇÃO
Para receber a medicação o paciente deve procurar a assistência social em uma das unidades do programa. É necessário ser morador do Município, apresentar relatório médico comprovando a doença e justificando a terapia. Em seguida o paciente é encaminhado para avaliação com o serviço de farmácia, que verifica se há alternativa na rede básica ou se o tratamento já é oferecido pelo Estado.
Caso seja aprovado em todas as etapas, o paciente passa a receber o medicamento necessário. O processo dura no máximo um mês e a receita é renovada a cada seis meses.