O Morro da Manteiga passa por obras de urbanização e recuperação de toda cobertura vegetal. Milhares de pessoas dos bairros Nova Vitória,
Novo Horizonte e Maria Meire estão sendo beneficiadas pelas intervenções, que começaram há dois meses. Os alagamentos e deslizamentos de terra, comuns nos períodos de chuvas, praticamente acabaram. A obra, realizada em três etapas, representa um investimento de mais de R$ 1 milhão.
A primeira fase, que abrange todo o bairro do
Novo Horizonte, deve ser concluída até maio. Estão sendo realizados serviços de recuperação da encosta e plantação de gramas e mudas de árvores. Considerado um dos mais avançados sistemas de recuperação de áreas castigadas pela erosão, o trabalho repõe a cobertura vegetal com a aplicação de telas especiais que garantem a fixação e germinação das sementes no solo.
Para a dona-de-casa Maria Creusa de Jesus, as ações realizadas pela Prefeitura são “uma benção”. Moradora da casa 18, do caminho Sete Lagoas, bairro da Nova Vitória, garante que já passou por quatro chuvas nos últimos meses e nunca mais viu “corrimento de terra”.
A recuperação da área melhora diretamente a qualidade do ar, contribui para a redução do aquecimento global e do assoreamento do rio
Camaçari. Mais de 20 pessoas, entre engenheiros, técnicos e operários capacitados para área de preservação do meio ambiente, trabalham na obra.
De acordo com o sub-secretário de Infra-Estrutura (Seinfra), Antonio Almeida, as três etapas ficam prontas em setembro. “Este é o primeiro governo que se preocupa em fazer uma obra dessa grandeza. A população agora pode dormir e acordar sem lama e com o rio despoluído”.
HISTÓRICO
O processo de degradação do Morro da Manteiga começou há mais de 25 anos, com a extração de arenoso por empresas construtoras. Com a ocupação desordenada do local, o problema se agravou. “A preocupação do governo municipal é atender a todos e dar qualidade de vida a quem sofreu tanto tempo com alagamentos”, afirma Almeida.
A Prefeitura também realiza um intenso programa de beneficiamento das mais de cinco mil pessoas da região, com a construção de casas, banheiros, centro comunitário, esgotamento sanitário e urbanização.