Salvador: Mostra resgata obra de Jacques Demy

Publicado em: 20/02/2008 - 18h16min

Jacques Demy (1931-1990) foi um dos mais criativos realizadores do cinema francês na década de 60, com obras marcantes como Lola, a Flor Proibida, Duas Garotas Românticas e o já clássico Os Guarda-Chuvas do Amor. Parte do grupo de jovens cineastas que ganharam as telas durante o movimento da Nouvelle Vague, Demy ainda é pouco conhecido no Brasil e seus filmes não gozam da reputação de um Godard ou Truffaut.

Mas, para corrigir essa pequena injustiça histórica, a Cinemateca da Embaixada da França no Rio de Janeiro está disponibilizando uma coleção de filmes do diretor. Trata-se da mostra Jacquot, de Nantes - O Cinema de Jacques Demy, que a Sala Walter da Silveira, exibe de 22 a 28 de fevereiro, com entrada franca.

O evento reúne os principais filmes de Demy e um documentário realizado por sua esposa, Agnes Varda, também cineasta, que comparece com a obra Jacquot, de Nantes, título que empresta o nome ao ciclo.

Visão poética e mundo perfeito

A visão de mundo de Jacques Demy é extremamente particular. Para muitos críticos e estudiosos de sua obra, a construção dos seus filmes é uma tentativa quase heróica de resgate de uma poesia do cotidiano, mesmo que por vezes desengonçada.

Os trabalhos de Demy dão a sensação de um mundo perfeito. Mesmo as dificuldades são expressas de um ponto de vista poético a fim de se reforçar ou acentuar a alegria do reencontro, que virá a seguir. A partir de situações comuns, quase banais, Demy consegue extrair a essência da vida, composta de encontros e desencontros.

Mais informações: www.dimas.ba.gov.br.

Secult

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