Carnaval de Porto Seguro poderá ser exportado para Portugal

Publicado em: 12/02/2008 - 15h14min

O modelo do Carnaval da cidade baiana de Porto Seguro - realizado dentro de uma arena fechada, com conforto, segurança e estrutura de apoio - poderá ser exportado para Portugal.

A proposta é realizar um evento semelhante, com as famosas bandas de axé da Bahia, na região do Algarve, sul de Portugal, disse à Agência Lusa Carlos Humberto Nascimento, organizador do Carnaval de Porto Seguro (Carnaporto).

A realização do Carnaporto em Portugal seguiria os passos do Rock in Rio Lisboa, evento que surgiu no Brasil e também foi exportado para o país europeu.

Humberto Nascimento afirmou que houve uma demonstração de interesse no know how de Porto Seguro por uma empresária do Algarve.

"É possível avaliar a possibilidade de realização de uma festa de carnaval em Portugal, parecida com a que realizamos há 11 anos em Porto Seguro, desde que haja um parceiro que conheça bem o mercado local", sublinhou.

O Carnaporto aconteceu na semana passada, começando na Quarta-feira de Cinzas, dia em que a folia terminou na maioria das cidades brasileiras.

A festa em Porto Seguro reuniu cerca de 60 mil pessoas no recinto do "Axé Moi", que tem 30 mil metros quadrados, resultantes de um investimento de aproximadamente R$ 3,8 milhões.

Durante os três dias de folia, apresentaram-se "Babado Novo", "Cheiro de Amor", "Araketu" e "Jammil e Uma Noites", cada um em seu trio elétrico.

A razão de Porto Seguro realizar sua festa após o término do Carnaval é oferecer uma opção ao turista que visita o litoral da Bahia, sem "competir" com Salvador, cujo Carnaval é considerado uma das maiores festas populares do mundo.

O Carnaporto gera um movimento de cerca de R$ 50 milhões para a economia local, com a geração de mais de 1.300 empregos, diretos e indiretos.

A edição deste ano implantou a identificação dos foliões por meio da impressão digital, até então inédita no Brasil em eventos dessa natureza, como forma de garantir maior segurança.

No momento da compra do bilhete, o participante informava ainda seu tipo sanguíneo e se necessitava de algum atendimento médico especial, tudo para garantir maior tranqüilidade, destacou Humberto Nascimento.

O abadá para o camarote, cujo valor pode ser parcelado, dá direito a bebidas e até massagens para resistir ao cansaço.

"Vender segurança é um item extremamente importante para quem realiza grandes eventos como o nosso, e o resultado é que não registramos sequer uma briga entre os participantes", destacou.
Fonte: Agência Lusa

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Porto Seguro, Portugal

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