Para desenvolver ações de preservação ambiental e de desenvolvimento sustentável dentro da Universidade do Estado da
Bahia (UNEB), o Núcleo de Estudos do Meio Ambiente (Numa) dá inicio às atividades do Grupo de Pesquisa sobre Ambiente, Ecocidadania e Sustentabilidade (Gepaes).
O grupo tem como objetivo estudar a caracterização dos resíduos sólidos gerados pelo Campus I, em
Salvador, e propor um plano de gestão destes recursos. Composto por uma equipe multidisciplinar, com professores pesquisadores das áreas de Biologia, Química, Agronomia, Pedagogia, Artes e Geografia da UNEB, o grupo também tem apoio e participação de docentes da Universidade Estadual de
Feira de Santana (Uefs).
“Nossa idéia é, além de pesquisar e identificar o material descartado pela universidade, promover ações de conscientização e racionalização do uso e manejo do lixo, e propor uma ampla política institucional de coleta seletiva e gestão de recursos sólidos”, afirma a coordenadora do Numa, Darluce Oliveira.
O cronograma de ações do grupo prevê atividades durante todo o ano de 2008 e também em 2009. Segundo a coordenadora, a intenção dos pesquisadores é inscrever o grupo no Programa de Fortalecimento dos Grupos de Pesquisa (Proforte), da UNEB, para garantir a realização de todas as etapas do projeto.
São iniciativas que vão desde a apresentação e discussão do projeto em diferentes campi; a aplicação de questionários; observação do funcionamento do sistema de coleta de resíduos sólidos; campanhas informativas e mobilização da comunidade acadêmica; até a elaboração da nova proposta de gestão dos recursos sólidos.
Universidade engajadaA criação Núcleo de Estudos do Meio Ambiente (Numa) foi aprovada pelo Conselho Superior Universitário (Consu) da UNEB em janeiro de 2007, mas sua implantação efetiva só aconteceu em setembro. O objetivo é estimular e executar projetos de ensino, pesquisa e extensão na área ambiental entre os diversos campi da instituição.
“A implantação do núcleo se caracteriza como um ato político, que busca o respeito através das formas democráticas de atuação voltadas para a transformação social e a construção da ecocidadania”, afirma a coordenadora Darluce Oliveira.
Com o Numa, a universidade espera articular e integrar importantes ações de pesquisa e extensão na área de ecologia e meio ambiente que já acontece em diferentes campi. Nesse sentido, uma das primeiras ações foi a articulação com o Campus VIII, em
Paulo Afonso, para a assinatura do convênio Condomínio da Terra, em parceria com a ONG portuguesa Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus).
A idéia é que o Numa possa estabelecer espaços coletivos de ação e reflexão, levando para escolas, comunidades, associações, bairros, assentamentos, sindicatos e outros movimentos, o conhecimento desenvolvido com os projetos.
Além de fortalecer as ações já existentes, o núcleo se preocupa também em desenvolver novos projetos e buscar parcerias e financiamento em editais, agências de fomento, empresas privadas e organizações não governamentais.
Entre os projetos estão o desenvolvimento de manuais de orientação sobre a prática da reciclagem de resíduos sólidos nas comunidades vizinhas à universidade, em parceria com a Empresa de Limpeza Urbana do
Salvador (Limpurb). Outra importante iniciativa é a caracterização da Educação Ambiental nas comunidades nordestinas e a capacitação de professores e agentes multiplicadores para a conscientização ecológica.
Segundo Darluce, apesar da diversidade, as iniciativas têm um foco comum. “São processos educativo-dialógicos que contribuem para desenvolver a participação do ecocidadão, a autogestão e o envolvimento de grupos e indivíduos nas decisões sócio-políticas ambientais da universidade e de toda a sociedade baiana”, afirma.