UNEB dá início às atividades de pesquisa e extensão

Publicado em: 12/02/2008 - 11h06min

Para desenvolver ações de preservação ambiental e de desenvolvimento sustentável dentro da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), o Núcleo de Estudos do Meio Ambiente (Numa) dá inicio às atividades do Grupo de Pesquisa sobre Ambiente, Ecocidadania e Sustentabilidade (Gepaes).

O grupo tem como objetivo estudar a caracterização dos resíduos sólidos gerados pelo Campus I, em Salvador, e propor um plano de gestão destes recursos. Composto por uma equipe multidisciplinar, com professores pesquisadores das áreas de Biologia, Química, Agronomia, Pedagogia, Artes e Geografia da UNEB, o grupo também tem apoio e participação de docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

“Nossa idéia é, além de pesquisar e identificar o material descartado pela universidade, promover ações de conscientização e racionalização do uso e manejo do lixo, e propor uma ampla política institucional de coleta seletiva e gestão de recursos sólidos”, afirma a coordenadora do Numa, Darluce Oliveira.

O cronograma de ações do grupo prevê atividades durante todo o ano de 2008 e também em 2009. Segundo a coordenadora, a intenção dos pesquisadores é inscrever o grupo no Programa de Fortalecimento dos Grupos de Pesquisa (Proforte), da UNEB, para garantir a realização de todas as etapas do projeto.

São iniciativas que vão desde a apresentação e discussão do projeto em diferentes campi; a aplicação de questionários; observação do funcionamento do sistema de coleta de resíduos sólidos; campanhas informativas e mobilização da comunidade acadêmica; até a elaboração da nova proposta de gestão dos recursos sólidos.

Universidade engajada
A criação Núcleo de Estudos do Meio Ambiente (Numa) foi aprovada pelo Conselho Superior Universitário (Consu) da UNEB em janeiro de 2007, mas sua implantação efetiva só aconteceu em setembro. O objetivo é estimular e executar projetos de ensino, pesquisa e extensão na área ambiental entre os diversos campi da instituição.

“A implantação do núcleo se caracteriza como um ato político, que busca o respeito através das formas democráticas de atuação voltadas para a transformação social e a construção da ecocidadania”, afirma a coordenadora Darluce Oliveira.

Com o Numa, a universidade espera articular e integrar importantes ações de pesquisa e extensão na área de ecologia e meio ambiente que já acontece em diferentes campi. Nesse sentido, uma das primeiras ações foi a articulação com o Campus VIII, em Paulo Afonso, para a assinatura do convênio Condomínio da Terra, em parceria com a ONG portuguesa Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus).

A idéia é que o Numa possa estabelecer espaços coletivos de ação e reflexão, levando para escolas, comunidades, associações, bairros, assentamentos, sindicatos e outros movimentos, o conhecimento desenvolvido com os projetos.

Além de fortalecer as ações já existentes, o núcleo se preocupa também em desenvolver novos projetos e buscar parcerias e financiamento em editais, agências de fomento, empresas privadas e organizações não governamentais.

Entre os projetos estão o desenvolvimento de manuais de orientação sobre a prática da reciclagem de resíduos sólidos nas comunidades vizinhas à universidade, em parceria com a Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb). Outra importante iniciativa é a caracterização da Educação Ambiental nas comunidades nordestinas e a capacitação de professores e agentes multiplicadores para a conscientização ecológica.

Segundo Darluce, apesar da diversidade, as iniciativas têm um foco comum. “São processos educativo-dialógicos que contribuem para desenvolver a participação do ecocidadão, a autogestão e o envolvimento de grupos e indivíduos nas decisões sócio-políticas ambientais da universidade e de toda a sociedade baiana”, afirma.
ASCOM – UNEB

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