Estado de saúde de Ramos Horta é estável, diz boletim médico
Publicado em: 11/02/2008 - 13h47min
O estado de saúde do presidente timorense é "estável" depois da segunda intervenção cirúrgica a que foi submetido em um hospital de Darwin (Austrália), disse nesta segunda-feira à Agência Lusa Natália Carrascalão, chefe de gabinete de José Ramos Horta, citando o último boletim médico.
Natália Carrascalão afirmou que, por precaução, Ramos Horta vai permanecer em observação durante um ou dois dias na Unidade de Tratamento Intensivo do Royal Darwin Hospital, para onde foi transferido horas antes.
A chefe de gabinete, contatada por telefone de Lisboa, adiantou que o presidente timorense lhe telefonou às 7h13 locais desta segunda-feira (20h13 de domingo em Brasília) comunicando que se encontrava ferido em sua residência.
Segundo a chefe de gabinete do presidente timorense, minutos antes, a 6h50 locais (19h50 de domingo em Brasília), Ramos Horta havia sido informado por sua irmã, Rosa Carrascalão, que acontecia um tiroteio próximo à sua residência.
Naquele momento, Ramos Horta estava fora de casa, fazendo exercícios, quando acabou sendo atingido por duas balas: uma de raspão e outra que entrou por suas costas e se alojou no estômago, no momento em que tentava voltar à casa para averiguar o que se passava.
Rosa Carrascalão está, com o irmão e a mãe do presidente timorense, no hospital de Darwin, onde se encontra ainda o ministro das Relações Exteriores de Timor Leste, Zacarias da Costa, e a chefe de gabinete de José Ramos Horta, que foi contatada pela Lusa.
Ao contrário do que foi noticiado, Zacarias ds Costa disse à Lusa que Ramos Horta não foi induzido ao coma, destacando que o presidente "esteve sempre consciente".
No entanto, acrescentou, Ramos Horta perdeu cerca de oito litros de sangue, razão pela qual se encontra debilitado e impossibilitado de falar.
Em declarações à Lusa, Rosa Carrascalão afirmou que o presidente timorense está "fora de perigo", sublinhando que a segunda intervenção cirúrgica a que foi submetido correu bem - a primeira operação foi feita em um hospital militar australiano em Dili.
"Felizmente, os sinais são positivos. Ele foi submetido a nova intervenção cirúrgica, que teve sucesso, e foi transferido para os cuidados intensivos", disse também Zacarias da Costa.
"Uma enfermeira nos disse que a situação é estável, que conseguiram compensar o muito sangue que perdeu e que vão lhe dar sedativos para poder descansar toda a noite", afirmou.