O Centro de Controle de Zoonozes de
Itabuna (CCZ) está combatendo um foco de uma espécie exótica de molusco, conhecida como Caramujos Africanos, nos bairros periféricos da cidade. De acordo com o técnico agrícola do CCZ, que orienta o combate à praga, Alan França Costa, o foco teve início no bairro Pedro Jerônimo, se espalhando pela cidade. Hoje, já se encontra exemplares do caramujo próximo ao bairro de
Fátima.
O trabalho do centro está sendo feito, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma), através de informação aos moradores quanto ao caramujo, os cuidados que devem ser tomados em relação à praga e o que fazer ao se detectar a presença do molusco.
Uma das grandes dificuldades com relação ao Caramujo Africano é o fato dele não ter inimigos naturais no Brasil, o que dificulta o seu controle e tende a facilitar a sua proliferação, competindo com espécies nativas, podendo leva-las, inclusive à extinção.
Alan diz que um dos maiores problemas em relação à praga é o do lixo deixado nos terrenos desocupados. Estes locais são um criadouro da melhor qualidade para estes animais, que procuram abrigo nas frestas úmidas e com pouca iluminação e em amontoados de material de descarte (entulho), muitas vezes deixados nos terrenos.
Este tipo de situação propicia ainda a proliferação de outros animais como roedores, baratas, cobras, escorpiões, entre outros, que também põem em risco a saúde da população. Por isto, a orientação do CCZ, de não permitir o descarte destes materiais em terrenos desocupados, explica Alan.
ProblemasO aumento da população do caramujo nos bairros da cidade preocupa os técnicos da zoonozes, porque eleva também a probabilidade da transmissão de doenças que são sérias e que podem levar uma pessoa ao óbito, se não for tratada com presteza.
As doenças transmitidas pelo caramujo são: a Angiostrongilíase Meningoencefálica Humana, que provoca a dor de cabeça acentuada e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso e a Angiostrongilíase Abdominal que causa perfuração intestinal, hemorragia abdominal, com fortes dores abdominais, febre prolongada, anorexia, e vômitos.
O técnico do Centro de Zoonozes avisa que não se deve consumir ou manipular os caramujos vivos, sem proteção nas mãos, pois a contaminação se dá pelo contato com o muco que este animal secreta, que é onde se encontram os ovos e larvas do parasita responsável pela doença. Um outro local onde o animal pode ser encontrado são os pomares, onde o caramujo contamina verduras e frutas.
CombateO combate ao caramujo deve ser feito, preferencialmente, por pessoas especializadas, tomando os devidos cuidados com a segurança para evitar um possível contágio pelo parasita. A recomendação na ausência de um profissional especializado é de que a pessoa proteja bem as mãos com uma luva, ou na falta deles com um saco plástico, sem furos.
Os animais encontrados devem ser recolhidos e colocados em uma sacola plástica, onde devem ser esmagados e depois enterrados em um buraco forrado com cal virgem, para que não haja contaminação do solo ou de lençóis freáticos existentes no local.
O secretário Jesuíno Oliveira informa que o Centro de Controle de Zoonozes de
Itabuna está atento a coleta e captura de animais de quaisquer espécies, como meta da Secretaria Municipal de
Saúde (SMS) junto à população solicitando ainda a participação de todos.