Como parte do projeto que prevê a reurbanização da praça Otávio Mangabeira, que vai ser incorporada como área de lazer para o calçadão a céu aberto da Paulino Vieira, o secretário da Industria e Comércio, Manoel Lopes, iniciou uma série de reuniões com representantes da Associação dos Vendedores Ambulantes de
Itabuna (Avai) para discutir as alternativas para recolocação dos camelôs daquela área. Inicialmente, duas propostas deverão ser levadas em conta: a transferência das barracas para a avenida Amélia Amado, em frente à CNPC ou então a reforma da praça com a manutenção das barracas consideradas ativas.
Na reunião o secretário apresentou um relato do projeto de reurbanização da praça e que foi negociado com o Ministério do Turismo através de uma parceria entre a Prefeitura de
Itabuna, Câmara de Diretores Lojistas e Associação dos Lojistas da Paulino Vieira, entidade que reúne cerca de 100 empresas. Explicou ainda que as obras de reurbanização da praça Otávio Mangabeira deverão ser iniciadas em fevereiro, uma vez que existe uma decisão judicial em primeira instância para a desocupação do Espaço Verde.
Alternativas
Disse ainda Manoel Lopes, que a Secretaria de Indústria e Comércio pretende esgotar as discussões das alternativas com a Avai e encaminhar a proposta definitiva ao prefeito Fernando Gomes: “A grande limitação nossa é que a prefeitura não tem recursos, mas estamos abertos para discutir propostas e alternativas viáveis para os camelôs”. Destacou também que uma outra preocupação da prefeitura é com a questão dos vendedores ambulantes na área central da cidade, que atrai um número crescente de camelôs de outras cidades.
Para o presidente da Avai, Jefferson Santana, Gegé, a praça Otávio Mangabeira tem hoje um total de 130 barracas, algumas delas inativas. Acredita também que existem duas alternativas que podem ser negociadas com a Prefeitura, sendo a primeira, uma pequena área junto à antiga
Central Nacional dos Produtores de Cacau, onde funcionava antiga Feira do Produtor, que hoje teve o transito reduzido em função da construção de uma nova ponte e que desafoga o trafego na área central da cidade.
Ele explica que a outra opção seria a reurbanização da área, com a manutenção das barracas consideradas ativas. Hoje, na praça atuam cerca de 112 empreeendedores e a expectativa de todos é com a realocação para um local adequado, que tenha movimentação de público e com infra-estrutura.
Outro diretor da Avaí, Hélio Guedes, que atua a 38 anos no comércio como camelô, esta seria a terceira relocação que participa. A primeira, foi em 1986, com a transferência das barracas para a praça Adami e depois para a praça de Camacã, posteriormente rebatizada como Otávio Mangabeira: “O que queremos é segurança e trabalho com dignidade, pois hoje, como está, a praça de Camacã não é mais viável para a gente que é camelô por falta de opção”.
Para Antônio Carlos Silva, o Paraíba, “qualquer lugar que a Prefeitura arrumar a princípio nos interessa, desde que seja uma espaço viável, ofereça uma infra-estrutura adequada e tenha uma movimentação de pessoas”, finalizou.