Feira: Disputa nas licitações reduz custo no pacote de obras da Prefeitura

Publicado em: 11/01/2008 - 12h50min

A austeridade administrativa e a pontualidade para honrar compromissos financeiros, assumidos pela administração municipal, estão provocando uma disputa acirrada entre as construtoras que pleiteiam contratos para execução de obras através de licitação pública. Das cerca de 120 anunciadas pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho no último pacote de obras, lançado no dia 5 de dezembro do ano passado, 12 já foram licitados desde o dia 3 deste mês, atraindo empresas não somente de Feira de Santana como de toda a Bahia.

Para os empreiteiros, se a ampla concorrência reduz a margem de lucro das empresas construtoras, a austeridade da Prefeitura é a garantia de que vão receber pelos serviços executados. Justamente por isso, a cada licitação mais empresas estão interessadas em participar de obras nas mais diversas áreas da administração pública.

Mesmo assim, as licitações mais concorridas são para execução de obras de infra-estrutura, saneamento básico, implantação de redes de drenagem pluvial. E com a ponturalidade no pagamento pelos serviços, as empresas também passam a cumprir rigorosamente o cronograma para execução das obras, fiscalizadas por técnicos das secretarias de Planejamento e de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente.

Na avaliação dos empreiteiros, os preços com menor margem de lucro compensam pela rotatividade de obras. “E para quem possui estrutura de empresa montada na cidade, os preços compensam mais porque não precisamos de deslocamento, principalmente de trazer equipamentos de fora, além de todo nosso pessoal residir na própria cidade”, observa o construtor José Ailton dos Santos, mais conhecido como Nem do Sucatão, da empresa J. V. Construções.

Para o engenheiro Jorge Pedra, proprietário de outra empresa que também já está participando de licitações para execução de obras da Prefeitura de Feira de Santana, a grande concorrência pública resulta num melhor investimento dos recursos públicos do Município. “Quanto mais concorrência, mais os preços caem na execução de obras e, com isso, quem sai lucrando são os cidadãos feirenses, que terão muito mais obras à disposição com menos investimentos financeiros”, frisou.

Mesmo com os preços reduzidos, a qualidade das obras é uma característica exigida pela administração municipais. Fiscais do governo municipal acompanham passo a passo a execução de cada etapa das obras, que ainda são visitadas periodicamente pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e do secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, José Pinheiro.

Com o volume de obras lançado pelo Governo Princesa do Sertão, através de pacotes anunciados periodicamente pelo prefeito José Ronaldo, as empresas também estão se especializando em algumas áreas e buscando conhecer melhor as características geográficas de cada região da cidade. Desta forma, conhecendo previamente o tipo de solo, que pode variar de arenoso até com pedras, os empresários do setor da construção civil que disputam as licitações podem arriscar com maior margem de segurança na oferta de propostas com valores menores ou maiores em determinadas licitações.

Esta, aliás, é uma característica que os empresários feirenses levam vantagem com relação aos de outras cidades que não conheçam o tipo de solo em cada localidade de Feira de Santana. “Este é um detalhe importante. Mas outro também é com relação a alguns bairros onde a população possui menor poder aquisitivo. Em determinados locais algumas pessoas ainda mantêm o hábito de apanhar material de construção de obras públicas, acreditando já pertencer à Prefeitura. No entanto, este material pertence à empreiteira até a entrega da obra e, por isso, se for perdido, provoca prejuízos à construtora em determinada obra”, explica Jorge Pedra.

ASCOM – Feira de Santana

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