Um grupo de 12 integrantes da equipe de Educação em
Saúde participa nesta quinta-feira, dia 10 e na sexta-feira, dia 11, de um Pit Stop na avenida Cinqüentenário, uma área de intensa movimentação de pessoas, com o objetivo de alertar a comunidade com relação ao risco da dengue e contra a febre amarela, doença também transmitida pelo mosquito aedes aegipty. O trabalho envolve a distribuição de panfletos e material educativo orientando para a erradicação do mosquito que é o vetor de duas doenças graves.
Segundo o coordenador de endemias, Roberto Góes, o trabalho tem um caráter educativo e reforça a estratégia da Secretaria da
Saúde que tem realizado um esforço na redução dos índices de infestação domiciliar: “Conseguimos até agora bons resultados, mas temos de continuar permanentemente em alerta contra o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela, que matou duas pessoas este mês, na região centro-oeste do país”.
Ele lembra que em 2006,
Itabuna tinha um dos maiores índices de infestação predial do país, o que chegou a ser noticiado em dimensão nacional. O indicador caiu de 16,7% para 3,7% e deve segundo o coordenador de endemias cair ainda mais agora em 2008, para que isto ocorra, é necessário não apenas a mobilização das equipes dos agentes de endemias, como também a conscientização da população, que pode contribuir ainda mais nesta guerra contra um inimigo que pode até matar.
Além do Pit-Stop, que visa atingir áreas com maior densidade de tráfego de pessoas e veículos, a Coordenação de Endemias da Secretaria de
Saúde também vem intensificado a mobilização da comunidade através de palestras, debates e mutirões nos diversos bairros e mesmo em empresas.
Folheto educativo orienta para prevenção da dengue“Dengue: uma questão de consciência” é o título do folheto educativo que vem sendo distribuído de forma maciça pelos agentes de endemias e outros prepostos da Secretaria de
Saúde durante os mutirões e pit stops já realizados na cidade. O material esclarece que a dengue é uma doença infecciosa, transmitida através da picada do mosquito Aedes aegypti.
O material fala ainda do ciclo da doença, que pode afetar pessoas independentemente da idade, do sexo ou cor, daí a necessidade de um elenco de medidas preventivas, uma vez que não adianta apenas matar o mosquito e deixar, mesmo sem água, os ovos, que podem durar até 450 dias e, em condições adequadas, provocar uma nova infestação do inseto transmissor da doença ao homem.
Cuidados essenciais O panfleto orienta ainda para a necessidade de tampar bem as caixas de água, cisternas, poços ou qualquer reservatório de água; lavagem de pratinhos de planta com escova uma vez por semana, enchendo-os preferencialmente de areia e ainda eliminação de garrafas vasos plásticos e outros materiais que possam servir para o armazenamento de água.
Este elenco de ações inclui ainda a manutenção das lixeiras tampadas e secas, não jogar lixo em terrenos baldios, e que pneus sejam colocados em lugares cobertos e fechados. O principal alerta, porém, é que o lugar de maior risco para a contaminação está na própria casa, uma vez que, em 90% dos casos, os focos estão nos tanques, em latas, caixas de água, garrafas e recipientes acumulados no quintal.