UNEB, realiza exposição de trabalhos de artesanato produzidos por detentos

Publicado em: 04/01/2008 - 23h19min

Uma oportunidade para o reconhecimento e inclusão social. Esta é a expectativa de internos e internas do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF) para a I Exposição de Trabalhos Artesanais, que acontece até segunda-feira, dia 7.

A feira reúne artigos como toalhas, tapetes, porta retratos, barcos, bonecas, almofadas e diversos produtos confeccionados pelos detentos durante os cursos de arte e artesanato promovido pelo projeto Rompendo Barreiras, do Departamento de Educação (DEDC) do Campus X, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

A exposição acontece das 8 às 17h, na Av. Lomanto Júnior, centro da cidade. Os produtos serão comercializados e o dinheiro arrecadado será utilizado para a manutenção das atividades do projeto e para necessidades urgentes dos internos, como kits de higiene pessoal a detentos e materiais para confecção do artesanato.

Segundo a coordenadora do projeto e servidora da UNEB, Rozineide Souza, a exposição coroa o importante trabalho de reinserção social. “Estas obras são um passo importante para tornar os detentos prontos para retornar ao convívio em sociedade. É emocionante ver as novas perspectivas que surgem para eles após o cumprimento da pena”, avalia a coordenadora.

Implantado em 2006, o Projeto Rompendo Barreiras realizou atividades como cursos de capacitação de agentes penitenciários, Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA), artesanato e confecções, cultivo de plantas ornamentais e outras oficinas. As atividades são voltadas para detentos de regime fechado, semi-aberto e aberto.

Reconhecimento
No ano passado, o projeto teve o merecido reconhecimento da sociedade, através do Prêmio Servidor Cidadão, do governo do estado. A iniciativa foi classificada em segundo lugar, entre 82 concorrentes, 15 finalistas e 10 premiados.  

“Foi uma sensação singular estar entre os primeiros colocados. Esse prêmio é a valorização do trabalho que realizamos com muita satisfação e certa dose de sacrifício”, emocionou-se a servidora.

Com a proposta de capacitar o interno para o exercício de ocupações que possam reinseri-lo no mercado de trabalho, o projeto tem um importante papel de ocupar o tempo ocioso dos detentos, reduzindo a incidência de violência no presídio.

“Este projeto sintetiza a função social da universidade, de estar onde estão as pessoas que precisam de oportunidades de inclusão”, completa Rozineide Souza.

 
Ascom/UNEB

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