Publicado em: 04/01/2008 - 13h16min
Os animais especificamente os cães que fizerem a travessia Salvador/Bom Despacho e vice-versa terão que usar, a partir de agora, mordaças e coleiras.
Já as aves poderão ser transportados apenas em gaiolas. Outros animais serão aceitos a bordo somente se estiverem acondicionados. O objetivo da Resolução 32, da Agência Estadual de Regulação de Transportes da Bahia (Agerba), é evitar riscos aos passageiros. A Agerba exigiu ainda que a TWB, operadora do sistema ferry-boat, não permita a entrada de animais “de rua” nos terminais marítimos. As medidas, que agradaram os passageiros, foram criticadas pelas entidades que atuam em defesa dos animais.
Como era de se esperar, as organizações não-governamentais (ONGs) que lutam em defesa dos animais, criticaram o “excesso” contido nas medidas.
Para a diretora da ONG Bicho Feliz, Gislaine Brandão, a decisão é desnecessária na maioria dos casos. “É uma questão muito delicada. Acho que só se justifica no caso de animais de grande porte, difíceis de serem contidos pelos proprietários”, afirma. Já o uso da coleira é visto com bons olhos pela gestora. “A coleira é importante para o animal, para que ele não se perca do dono. Vemos animais que se perdem nos ferries porque estavam sem a coleira durante a viagem”, justifica. Sobre a proibição da entrada de cães abandonados nas ruas nos terminais, Gislaine faz um alerta. “Eu espero que esses fiscais da TWB conheçam o teor das leis para não serem processados por crimes ambientais”, afirmou.
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