Publicado em: 01/01/2008 - 11h00min
Precursora de uma alternativa de apoio a produtores desfavorecidos, a América Latina é hoje uma das maiores apostas do setor agrícola para o mercado do Comércio Justo e Solidário no mundo. No ranking dos países com movimentos mais significativos estão Peru, México, Colômbia, Nicarágua e Brasil. É o que revela o estudo inédito sobre o Comércio Justo promovido pelo Sebrae.
A pesquisa, realizada pela consultoria Schneider & Associados, encomendada pela Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae, revela que na América Latina existe um total de 465 operadores certificados ativos. Desses, 359 são produtores e 106 são formados por traders, ou seja, empresas que apóiam essa forma de comercialização.
Desde o surgimento de iniciativas concretas para o Comércio Justo dos produtos de pequenos produtores visando também o mercado interno, na década de 80, foram criados vários fóruns e redes de articulação regional na América Latina. Em uma delas, 12 de seus 42 membros trabalham com lojas especializadas em produtos artesanais. Quando o assunto é artesanato, o ranking dos países com movimentos mais expressivos mostra protagonistas como Peru, Chile, Equador, Argentina e Paraguai.
De acordo com o consultor responsável pela pesquisa, Johann Schneider, o objetivo da pesquisa é identificar oportunidades de mercado para diversos segmentos. “Ainda é um movimento embrionário, mas que tende a crescer rápido com o engajamento adequado das organizações envolvidas. Assim, o Sebrae desenvolve um papel fundamental, conduzindo e orientando o processo”, explicou.
Segundo o levantamento, o sistema do Comércio Justo evoluiu significativamente na América Latina, especialmente no Brasil, nos últimos três anos. A diversidade das iniciativas locais dos produtores e dos elementos das cadeias produtivas no movimento é apontada como a principal justificativa para a expansão do processo.
O material aborda ainda um panorama geral sobre o Comércio Justo no Brasil e no mundo, desafios, além de gráficos e ilustrações que mostram as principais iniciativas para o acesso e a construção da prática do Comércio Justo no País. “A pesquisa servirá para apontar o potencial do mercado internacional de Comércio Justo para os produtos brasileiros e também o potencial do mercado brasileiro para consumo destes produtos”, disse a coordenadora do projeto pelo Sebrae, Louise Machado.
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