Publicado em: 31/12/2007 - 09h30min
Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, é o maior palco da festa de Revéillon. Cerca de dois milhões de pessoas devem ir à praia para ver a queima de fogos e, como novidade deste ano, o público vai fazer a contagem regressiva para saudar a chegada de 2008 com uma música especial.
Mas a virada do ano contagia todos os cariocas. A prefeitura, por meio da Secretaria Especial de Turismo (Riotur), calcula que mais de 4 milhões de pessoas participem da festa nos dez locais de show espalhados pela cidade. A expectativa é que a cidade receba 600 mil turistas.
Toda essa mobilização provoca um enorme impacto na economia local. O Revéillon é o segundo evento mais importante do Rio, só perdendo para o Carnaval. A estimativa da Riotur é que as comemorações do Ano Novo gerem cerca de US$ 435 milhões para a cidade.
Pesquisas feitas pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (SindRio) indicam que nos últimos três anos, o segmento tem aumentado sua participação no evento. "Alguns estabelecimentos simplesmente não abriam, mas eles têm percebido que podem ganhar muito com a festa", afirma o superintendente do SindRio, Darcílio Junqueira.
Ele ressalta que esta tendência é especialmente significativa para as micro e pequenas empresas. "Nesta época, elas arcam com uma despesa muito grande com o pagamento do 13° salário. O faturamento, no mínimo, chega a crescer 30% nesta data e ainda repercute em toda a cadeia produtiva".
A estimativa é que dos cerca de 12 mil estabelecimentos da cidade, mais de 70% vão abrir as portas no dia 31, mobilizando 24 mil profissionais, entre fixos e temporários. "Temos que reforçar a segurança para enfrentar o movimento, mas o retorno financeiro vale a pena. Só no dia 31 faturamos 50% a mais", confirma o gerente da Americana Restaurante e Pizzaria, que funciona em Copacabana, centro da festa.
A hotelaria é outro segmento fortemente beneficiado. A cidade possui hoje 28 mil unidades habitacionais. Este ano houve um crescimento de mil quartos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ). Para o presidente da entidade no Rio de Janeiro, Alfredo Lopes, o impacto é extraordinário. "Nesta época, a cidade recebe turistas com um perfil bem específico: lazer. São pessoas que ficam mais de um dia e que normalmente gastam três vezes mais que o turista de negócios, por exemplo".
Inaugurado há um ano, o Copa Hostel já tem o que comemorar com a chegada de 2008. Este albergue em Copacabana, zona sul da cidade, com 11 quartos e capacidade para 70 pessoas, já registra 100% da ocupação. "O Ano Novo é a abertura da alta temporada e gera um igrande impacto. Este evento dá fôlego ao pequeno negócio e é importantíssimo também para a divulgação da empresa", afirma o gerente geral, Luiz Geraldo Carolino Santos.
"O Ano Novo é um dos melhores momentos para a hotelaria. Significa uma ótima oportunidade para consolidar o negócio". confirma o empresário José Carlos Obeica, sócio do Botafogo Easy Hostel, zona sul da cidade. "A expectativa é virar o ano com todos os 50 lugares ocupados. Estou muito otimista".
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