Publicado em: 29/12/2007 - 08h41min
Um convênio no valor de R$ 36,7 milhões foi assinado na quinta-feira, 27, pelo prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, com a Caixa Econômica Federal para a execução de obras visando a ampliação do sistema de abastecimento de água de Itabuna. Os recursos serão repassados através do Ministério das Cidades, como parte da agenda do plano de aceleração do crescimento (PAC), com relação a questões de urbanização, habitação e saneamento.
Um protocolo anterior havia sido assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Cidades, Márcio Fortes, durante solenidade realizada em Salvador e que teve a participação do prefeito de Itabuna e gestores de outras cidades baianas conveniadas. No caso de Itabuna, Fernando Gomes declarou que os recursos são essenciais para um município que enfrenta problemas graves em função do déficit crônico para o abastecimento de água para uma população de mais de 205 mil pessoas.
Contrapartida
O prefeito explicou que neste convênio assinado agora a prefeitura de Itabuna entrará com uma contrapartida de R$ 3,7 milhões: “Agora, teremos de lutar para conseguir o restante dos recursos para o projeto, que prevê a melhoria do sistema de abastecimento de água para a população, numa cidade também carente de saneamento”.
Elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao propor a implementação do plano de aceleração do crescimento. “O governo federal compreende que não é um partido que governa o país, mas os homens que representam a sociedade, daí a necessidade da solução de problemas que estão acima dos partidos e visam o bem-estar da população”, complementou.
Fernando Gomes também destacou o trabalho da Caixa Econômica Federal, que tem sido uma parceira da comunidade itabunense e tem atendido as reivindicações da comunidade. Disse ainda que tem ainda um ano para a conclusão do mandato e que pretende fazer o possível para a conclusão das obras projetadas para ampliação do abastecimento de água.
“Hoje, em Itabuna, temos cerca de 10 mil famílias que enfrentam sérias dificuldades de abastecimento, pois não têm água nem para beber, embora 94% das casas tenham acesso à rede de distribuição”, disse, acrescentando que a cidade tem na atualidade uma produção de apenas 600 litros por segundo, mas tem uma demanda de consumo para 1.000 litros por segundo, que precisa ser atendida.
Custo elevado
O secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Marcos Alan Ribeiro de Farias, explica que a Prefeitura já investe R$ 11 milhões para construção de uma adutora de 11 quilômetros, através de um empréstimo contraído junto à Caixa e com uma contrapartida do governo municipal, mas estes recursos não foram aceitos como uma contrapartida para o projeto do PAC.
Se isto tivesse acontecido, seria possível obter o equivalente a R$ 46 milhões do PAC, como havia sido previsto inicialmente no projeto negociado com o governo federal e formalizado em Salvador, com o Ministério das Cidades: “Os R$ 33 milhões que serão liberados pelo governo federal, prevêem a destinação de R$ 3 milhões ainda este mês para o projeto, com investimentos na conclusão da adutora que vai ligar Ferradas à Estação de Tratamento do São Lourenço, bem como ampliação da ETA e do sistema de captação, que passará de 600 para 1 mil litros por segundo”.
A execução das obras depende agora de alguns ajustes junto à Caixa, que será o agente operador e vai acompanhar toda a execução do projeto que visa solucionar a questão do abastecimento de água de Itabuna. A cidade também vai precisar de investimentos para saneamento básico.
Obras
O presidente da Emasa, Isaias Mendes Lima Filho, explica que os recursos anunciados agora são direcionados para a solução do problema do abastecimento de água de Itabuna, o que envolve uma seqüência de obras, algumas delas já em andamento, como é o caso da adutora que interliga Ferradas à ETA do São Lourenço, que também será ampliada.
Ele destaca o empenho do prefeito Fernando Gomes na solução do problema do abastecimento de água e de saneamento básico para Itabuna, obras que têm um custo muito elevado e não poderiam ser executadas isoladamente pela prefeitura ou mesmo pela Emasa. Explica que as obras de saneamento teriam impacto também na revitalização do rio.
PAC
O superintendente regional de negócios da Caixa Econômica Federal, Carlos Roberto Pereira, observa que Itabuna é um dos primeiros municípios da região habilitados a receber recursos do PAC, o que vai permitir investir em obras essenciais para a melhoria das condições de vida da sua população.
Destaca ainda o representante da Caixa que o direcionamento de recursos para obras de abastecimento de água e saneamento implica, naturalmente, em mais saúde e melhores condições de vida para a população mais carente, oferecendo assim mais dignidade às pessoas e ao mesmo tempo valorizando a cidadania.
Carlos Roberto Pereira observa, ainda, que os R$ 36 milhões que estão sendo pactuados agora terão um amplo efeito multiplicador na economia, com amplos reflexos para o comércio local através da geração de empregos e tudo o mais, funcionando como fator de desenvolvimento econômico.
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