Publicado em: 29/12/2007 - 08h36min
O tribunal chinês condenou à morte e confiscou as propriedades do ex-subgovernador da província de Anhui (leste da China), He Minxu, declarado culpado por aceitar subornos, informou nesta sexta-feira a agência de notícias oficial Nova China.
De acordo com a sentença ditada pelo Tribunal Popular Intermédio da localidade de Linqi (província de Shandong, nordeste da China), He se aproveitou de seu cargo em Anhui e de posições anteriores para obter ilegalmente 8,4 milhões de iuanes (cerca de R$ 2 milhões), com o agravante de ter pedido dinheiro por diversas vezes em troca da concessão de privilégios.
O tribunal considerou a confissão pública dos delitos por He como um atenuante. Por esse motivo, o réu tem sua condenação à morte suspensa por dois anos, passados os quais poderá ser convertida em pena de prisão perpétua.
He recebeu subornos entre 1991 e 2006, época em que ocupou cargos como o de subdiretor da administração laboral de Zhejiang (sudeste da China), chefe de distrito da localidade de Lishui (na mesma província) e secretário do partido em Chizhou (Anhui).
A corrupção entre funcionários comunistas e responsáveis de empresas estatais constitui um dos principais motivos de descontentamento social na China, razão que levou o governo a lançar diversas campanhas anticorrupção nos últimos anos para limpar a imagem do Partido Comunista.
Pequim já prometeu penas duras para os culpados com o intuito de coibir este tipo de crimes.
Só este mês, os tribunais decretaram pena de morte por corrupção ao ex-presidente da empresa pública Autoestradas do Nordeste e ao ex-presidente do grupo Shanghai Electric, a maior empresa chinesa de equipamentos industriais.
Em setembro, a justiça chinesa executou um responsável do Agricultural Bank of China, uma das quatro maiores instituições bancárias da China, e, em julho condenou o ex-diretor da Administração da Supervisão de Alimentos e Medicamentos do Estado (Asame) - um cargo de nível ministerial - por crimes de corrupção e negligência.
A pena de morte na China pode ser aplicada aos crimes que representam "perigos sérios" para a ordem pública e social - como homicídio, violações, roubos e atentados à bomba.
A China é o país do mundo que mais condena à morte, mas o governo não divulga o número exato de condenações.
Segundo investigações da Amnistia Internacional, em 2006, pelo menos 1010 pessoas foram executadas e 2790 condenadas à morte no país.
De acordo com o Supremo Tribunal chinês, as execuções diminuíram cerca de 10% nos cinco primeiros meses deste ano.
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