Gripe aviária mataria 32 mil em Portugal, diz estudo

Publicado em: 28/12/2007 - 13h21min

Mais de 32 mil pessoas poderiam morrer se uma pandemia da variação humana da gripe aviária atingisse Portugal, segundo cenários elaborados este ano por peritos do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.

Na quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde confirmou que um paquistanês vítima da gripe aviária tinha contraído o vírus H5N1 de outro humano, apesar de os peritos afastarem ainda qualquer risco de contaminação generalizado.

Em Portugal, o Instituto Nacional de Saúde elaborou cenários de uma eventual pandemia de gripe humana de origem em aves, que poderá ou não ser desencadeada pelo H5N1, o tipo mais perigoso do vírus conhecido até agora.

Os cenários tiveram em conta a utilização do Oseltamivir (o anti-viral tido como o mais eficaz contra uma eventual pandemia com origem da gripe das aves), mas não consideraram outras medidas de saúde pública, apesar de os autores admitirem que estas "terão um efeito principal, embora não exclusivo, na diminuição da incidência da doença e, portanto, nas taxas de ataque".

Os autores dos cenários basearam o seu cálculo em três taxas de ataque (30, 35 e 40% da população), admitindo que a pandemia evoluiria em duas ondas.

Os peritos consideram provável que, com uma taxa de ataque de 30%, existiriam 3,1 milhões de casos de gripe, 3,6 milhões numa taxa de ataque de 35% e 4,1 milhões perante a mais severa taxa de ataque (40%).

Fonte: Agência Lusa

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