Publicado em: 28/12/2007 - 08h33min
Pesquisadores da Universidade do Porto (UP) concluíram que os doentes com maior quantidade da proteína Calreticulina nas células apresentam sintomas mais leves de Hemocromatose Hereditária, uma doença caracterizada pelo excesso de ferro nos tecidos, sobretudo do fígado.
A Hemocromatose Hereditária afeta em Portugal cerca de três pessoas em cada 1.000 e quando não diagnosticada e tratada pode provocar cirrose hepática, diabetes, impotência, problemas cardíacos e câncer do fígado.
Os investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da UP, demonstraram "que os doentes com maior quantidade de uma proteína nas células, a Calreticulina, apresentam sintomas mais leves", de acordo com um comunicado da instituição.
"Esta proteína tem um papel protetor contra o stress causado pela acumulação de ferro e de proteínas com conformação incorreta em células do fígado, típicos da Hemocromatose", afirma o pesquisador Jorge Pinto no documento.
O estudo, que será publicado em 1° de janeiro no "Free Radical Biology and Medicine", teve duas abordagens distintas: uma com a utilização de células com origem no fígado e outra onde foram estudadas células do sangue de doentes com Hemocromatose.
Ambas provaram que a aquela proteína tem um papel "protetor" no contexto da Hemocromatose.
Jorge Pinto concluiu que "os níveis de Calreticulina em cada indivíduo, os quais são controlados por uma grande variedade de fatores, parecem ser importantes para que uma pessoa com a mutação no gene HFE venha a desenvolver sintomas mais ou menos severos de Hamocromatose".
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