Morte de Bhutto prejudica a paz, diz líder luso-paquistanês

Publicado em: 27/12/2007 - 16h41min

O presidente da Associação Luso-Paquistanesa, Muhamed Yasin, considerou nesta quinta-feira que o assassinato de Benazir Bhutto é "um entrave para o processo de paz" no Paquistão e um "rude golpe para os cidadãos paquistaneses em Portugal".

"Recebemos a notícia através da televisão. A morte de Benazir Bhutto é um rude golpe para os cidadãos paquistaneses em Portugal e em todo o mundo. É uma notícia triste e um golpe para o processo democrático e para a estabilidade no país", disse à Agência Lusa Muhamed Yasin.

Yasin condenou o atentado que vitimou a líder de um dos principais partidos da oposição paquistanesa, o Partido do Povo Paquistanês (PPP), lembrando que Benazir Bhutto, de 54 anos, "foi sempre alguém que lutou pela paz" e que deu uma contribuição importante para que fossem marcadas as eleições legislativas de 8 de janeiro.

O presidente da Associação Luso-Paquistanesa lembrou ainda que sempre se soube que Benazir Bhutto "corria risco de vida" [Bhutto escapou a um atentado em meados de outubro], mas que "ninguém estava a espera de que isto acontecesse realmente".

"É uma tristeza que isto tenha acontecido agora. Esperamos que as eleições [no Paquistão] avancem e que não se registrem mais incidentes", frisou.

"Esperamos também que não haja incidentes nas manifestações dos apoiadores de Bhutto e que o Estado saiba como reagir", disse ainda.

A ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto foi morta nesta quinta-feira, em um atentado suicida no final de um comício eleitoral nos subúrbios de Islamabad, a duas semanas das eleições legislativas no país. A explosão deixou pelo menos outros 20 mortos.

Fonte: Agência Lusa

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Portugal, Paquistão

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