Referência para toda uma região que compreende quase 130 municípios e uma população de cerca de 4 milhões de pessoas como único grande hospital público de emergência, o Hospital Geral Clériston Andrade (HCA) ganhou, ontem (19), mais um serviço para garantir melhor atendimento em saúde à população. Uma nova ala, que pertencia ao Hospital Colônia Lopes Rodrigues e estava desativada foi totalmente recuperada e transformada em Unidade de Pacientes de Longa Permanência. Com isso, o HCA ganha 60 novos leitos.
A nova unidade foi inaugurada pelo governador Jaques
Wagner, pelo secretário da
Saúde, Jorge Solla, e pelo diretor geral do hospital, Eduardo Leite. O secretário destacou que, construído há quase 25 anos, o Hospital Clériston Andrade nunca passou por uma ampliação desse porte. "Trata-se não só de um novo espaço, mas de um novo conceito: os pacientes que vão demorar mais tempo no hospital por necessidade de cuidados médicos prolongados contam com uma área humanizada, equipada com tudo o que é necessário em uma enfermaria hospitalar e espaço com plantas, quiosque, um local bastante agradável para familiares e acompanhantes", disse Solla.
"É um espaço humano, agradável, com área verde que, sem dúvida, vai ajudar na recuperação dos pacientes. Um serviço de qualidade para
Feira de Santana, na condição que o povo merece, fruto do esforço da equipe capitaneada por Jorge Solla. Queremos, também, incrementar o Serviço de Neurocirurgia, que já começou a funcionar", afirmou o governador Jaques
Wagner. Além da Unidade de Pacientes de Longa Permanência, outras obras estão em curso no HCA - no refeitório, Centro Cirúrgico,
Central de Esterilização de Material, novo Necrotério. Também estão previstos outros novos leitos de UTI.
A linha de humanização do hospital também foi destacada pelo diretor do HCA, Eduardo Leite. "Nossos funcionários serão treinados para esse atendimento". Segundo Leite, a nova ala permitirá um melhor atendimento no setor de Emergência. "Os pacientes, por falta de leitos de retaguarda, ficavam mal atendidos, em macas, em corredores, um desconforto para aqueles que precisavam permanecer hospitalizados por mais tempo (o ideal para permanência em Emergência ou Pronto-Atendimento é até 12 horas). Isso deixa de existir". O Clériston Andrade, cujo perfil é de hospital de emergência, atende cerca de 400 pessoas/dia.