Semana passada, atendendo pedidos da diretoria e de torcedores do
Bahia, o presidente da Câmara Municipal, vereador Valdenor Cardoso (PTC), enviou moção ao governador do Estado, Jaques
Wagner, sugerindo a imediata reforma e ampliação do Estádio Metropolitano Roberto Santos, conhecido como estádio de Pituaçu, para que o clube possa disputar seus jogos pelo campeonato estadual, Copa do Brasil e série B sem sair de
Salvador. Sensível ao problema enfrentado pelo clube, que registrou a maior média de público, considerando as três séries do campeonato brasileiro, em 2007, o governador autorizou o inicio das obras, medida que "merece muitos elogios" segundo Valdenor:
"Jogar em
Camaçari é uma medida paliativa e de curto prazo, o importante mesmo é que o
Bahia esteja próximo de sua grande torcida e num estádio que possa comportar o maior número de torcedores. E Pituaçu é a melhor opção que temos, com a Fonte Nova fechada", comemora Valdenor.
O presidente da Câmara pondera, ainda, que " além de manter o time do
Bahia junto da torcida, em
Salvador, a reforma de Pituaçu deverá favorecer, também, a economia da cidade. " Todos nós sabemos a importância da grande movimentação de público proporcionada pelo
Bahia para centenas de ambulantes e pequenos comerciantes. São vendedores de comidas, bebidas, camisas do
Bahia e de outros produtos, que trabalhavam nos arredores da Fonte Nova e garantiam o sustento das suas famílias nos dias dos jogos do
Bahia", observa Valdenor.
" Com a reforma de Pituaçu, que passará a comportar 30 mil torcedores, esses profissionais poderão minimizar os prejuízos decorrentes da interdição da Fonte Nova, ganhando uma alternativa para manter seus negócios e uma importante fonte de renda.
O projeto de reforma e ampliação de Pituaçu está sendo desenvolvido pela Conder – Companhia de Desenvolvimento Urbano – e a Superintendência de Desportos da
Bahia – Sudesb e prevê a ampliação da capacidade de 16 mil para 30 mil torcedores. As obras deverão começar em janeiro com previsão de conclusão em maio.
Em relação à decisão da promotora de justiça, Joseane Suzart, de afastar os atuais dirigentes do
Bahia do comando do clube, Valdenor Cardoso considera que foi uma decisão intempestiva: " vivemos um momento de definições quanto ao futuro do estádio da Fonte Nova, ainda estamos lamentando os incidentes que resultaram na morte de sete torcedores e o
Bahia tem pouco tempo para se ajustar à nova realidade. Por isso, todos precisam de tranqüilidade para tomar as decisões adequadas. Para que tudo dê certo é preciso que as instâncias governamentais, públicas e esportivas trabalhem em conjunto pelo sucesso do futebol da
Bahia".