Publicado em: 11/12/2007 - 01h07min
A captura de um filhote de tubarão martelo nas imediações da Praia da Pituba não impressionou muito o coordenador do Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar) Glauco Bastos, para quem a presença da espécie em águas baianas é um fato raro, embora há alguns meses o fato tenha se repetido. Mesmo não representando qualquer espécie de perigo, o alerta vai para os banhistas que gostam de se afastar da praia: toda a prudência é necessária e quem se arrisca deve ficar atento a qualquer movimento.
Glauco explicou que a espécie humana não faz parte da cadeia alimentar do peixe mais voraz do mundo, quando faminto e quando o mesmo ataca uma pessoa o faz por se sentir ameaçado ou interpreta gestos como ataques contra si. Desta forma, o tubarão ao ver um organismo de tamanho razoável movimentando-se o anima, acha que vai ser atacado e como se trata de um grande predador enfrenta o desafio com uma força de ataque capaz de aniquilar qualquer que ouse enfrentá-lo. A principal medida preventiva é não circular onde esses animais são vistos.
As únicas espécies que atacam o ser humano são o tubarão branco, o tubarão tigre e o cabeça chata. Mas estes só o fazem em circunstâncias de defesa, ou seja, quando se sentem ameaçados. Quando atacam, eles logo percebem, pelo seu paladar sensível, que não se trata da presa que eles gostariam que fosse - uma tartaruga, um molusco gigante ou um peixe de grandes dimensões - numa clara indicação de que a carne humana não agrada ao seu paladar, e logo abandonam a vítima praticamente aniquilada.
De acordo com especialistas, o ataque ao ser humano é resultante de provocativas e falsas vibrações como nadar, surfar, atrações visuais, adereços brilhantes, roupas de banho colorida. O ataque desses animais visa sobretudo os membros móveis (pernas e braços) e cerca de 90 por cento das mortes ocorrem por afogamentos secundários, mas se a vítima for resgatada da água e os primeiros socorros executados adequadamente para evitar grande hemorragia há chances de sobrevivência.
Nova Sede
De sede nova e com reforço de contingente de salva-vidas, as equipes do Salvamar tiveram pouco trabalho no último domingo já que as condições climáticas não eram favoráveis ao banho de mar. Assim as praias ficaram praticamente vazias e os prepostos do órgão se limitaram a contemplar o movimento das ondas, atento a um reduzido número de banhistas que ousavam desafiar o vento frio e a garoa que caía na orla marítima.
Desta forma, foram registradas ocorrências sem qualquer gravidade, o mesmo ocorrendo na manhã de hoje (dia 10). A nova sede da Salvamar, em Patamares, dispõe também de um espaço para a guarda de equipamentos como jet-ski, pranchões, botes e etc. O órgão é responsável pela cobertura de 17 quilômetros, entre o Jardim de Alá e a Praia de Aleluia, além das ilhas que fazem parte do Município de Salvador.
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