Publicado em: 07/12/2007 - 10h51min
A saúde mental foi o tema central de um encontro realizado na quarta e quinta-feira (05 e 06), no auditório da 15ª Diretoria Regional de Saúde (Dires), em Juazeiro. O evento, que reuniu secretários de saúde dos municípios da região norte, bem como dos gestores dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e também da Atenção Básica, teve como objetivo definir as políticas transversais para a saúde mental na Bahia e na macro-região Norte.
De acordo com a psicóloga e representante da área técnica de saúde mental da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Mônica Fornazieer, o órgão estadual pretende acompanhar mais de perto, através dos núcleos de apoio institucional, as ações em saúde mental das macro-regiões do Estado. “Somos 12 técnicos de várias especialidades, que vão trabalhar junto aos profissionais dos municípios, a reforma psiquiátrica em toda a Bahia”, acrescenta.
Ela disse que o estado pretende assumir a mesma política do Ministério da Saúde com a idéia de uma redução progressiva dos níveis psiquiátricos. “Daremos suporte técnico, orientando os coordenadores dos programas para que os serviços substitutivos, a exemplo do Caps, das residências terapêuticas, o Programa de Volta para a Casa, os 20 leitos nos hospitais gerais, além da construção de uma rede integrada de atenção básica, sejam fortalecidos em cada município”, explica.
A psicóloga ressaltou, ainda, que o encontro foi o primeiro contato dos novos técnicos da Sesab com a equipe de saúde mental de Juazeiro. “Aproveitamos essa oportunidade para conhecer toda a estrutura do município voltada para a saúde mental. A idéia é fazer um mapeamento do serviço para que possamos, futuramente, fortalecê-lo”. O segundo encontro deverá acontecer em fevereiro.
A coordenadora do Caps de Juazeiro, Marilúcia Bringel, disse que o encontro serviu para reforçar a proposta da descentralização dos serviços de saúde mental e dá um novo conceito ao estatuto do portador de transtorno mental (não mais o de “louco”, mas de cidadão como todos os outros). “Os serviços não devem acontecer apenas nos centros especializados, mas em toda rede de cuidados de cada município. Vejo o posicionamento do governo com bons olhos, pois percebo que está engajado no processo da política nacional de saúde mental, promovendo articulação em todo o interior do estado”, observa.
Ela afirmou, ainda, que o Caps vem sendo referência para a Bahia porque realiza a reabilitação psicossocial, através de programas e projetos que têm feito a diferença. “Em 2008 teremos residentes no Caps II, que formarão uma equipe para atuar na Atenção Básica, uma especialização em saúde mental endereçada aos profissionais que atuam na referida área e na Estratégia de Saúde da Família e a implantação de Caps infantil”, adianta.
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