O Carrinho da
Saúde, especialmente adaptado pela Secretaria de
Saúde do município para a coleta de sangue fora do Banco de Sangue de
Itabuna, elevou significativamente o número de bolsas coletadas pela instituição, assegurando uma prestação de serviço mais rápida para aqueles que necessitem de transfusões ou cirurgias na rede hospitalar de nossa cidade.
Mesmo assim, o coordenador da captação de doadores do Banco de Sangue de
Itabuna, Rosildo Ribeiro, lembra que a questão dos baixos estoques nas câmaras frias ainda não está completamente solucionada, pois a demanda por bolsas de sangue em
Itabuna é de 1.400 unidades por mês.
Com o reforço do carrinho de coleta externa de sangue, o número tem ultrapassado as mil unidades continua abaixo do mínimo necessário, mas com perspectivas de aumento gradual nos próximos meses, uma vez que estão sendo feitas campanhas junto às escolas e instituições públicas, o que trará um aumento adicional ao estoque.
Ele diz que irá solicitar ao secretário Jesuíno Oliveira a criação de um posto fixo de doações no Hospital de Base
Luís Eduardo Magalhães (HBLEM), com o objetivo de cobrir a necessidade diária daquela unidade de saúde, utilizando como doadores os próprios familiares dos internos, nos períodos de visitação. Rosildo acredita que, com esta providência, os chamados doadores de reposição serão um reforço importante na captação de bolsas de sangue.
CarrinhoO carrinho entrou em utilização plena em agosto deste ano, após o treinamento da equipe que opera a unidade, fazendo o seu primeiro trabalho de coleta no Jequitibá Plaza Shopping, durante um evento da Secretaria de
Saúde. A coleta aconteceu no estacionamento, dando uma idéia da amplitude de utilização do carrinho.
Além de sua peregrinação pela cidade, Rosildo conta que o carrinho atende também a solicitações de empresas e entidades que queiram promover uma campanha localizada de captação de bolsas de sangue. “Nós atendemos a todo tipo de pedido, desde associações de bairros a instituições públicas, como, por exemplo, a Polícia Militar, igrejas, escolas, entre outras, que tenham o objetivo de ajudar o Banco de Sangue”.
Ele lembra que a doação de sangue não acarreta nenhum tipo de risco ao doador, que só precisa estar bem alimentado e com a saúde em dia, não tendo apresentado problemas como hepatite após os dez anos de idade, doença de chagas, malária, ou algum tipo de doença sexualmente transmissível (DST). Para que a doação possa ser considerada efetiva a bolsa coletada necessita da confirmação laboratorial de pureza da amostra, caso contrário ela é descartada.
Além da ajuda àqueles que necessitam do sangue, a doação é benéfica também ao doador, que, com a retirada de um volume maior de sangue, tem a sua renovação feita completa e rapidamente, no prazo de 72 horas (três dias), além de poder detectar problemas de saúde que não apresentem sintomas, através dos exames sorológicos na sua amostra.
PerspectivaDe acordo com Rosildo, com a chegada do carrinho a perspectiva de bolsas coletadas por mês sobe para perto de mil e quatrocentas bolsas, que é o patamar ótimo do Banco de Sangue, que asseguraria o atendimento de toda a demanda do município, inclusive com o atendimento aos pacientes dos municípios pactuados, que hoje giram em torno de 120.
Outro fator crítico de demanda para o Banco de Sangue, segundo Rosildo, é o alto número de acidentes que acontecem no eixo rodoviário que corta a cidade e que resultam em grande número de feridos graves na área de trauma e ortopedia, que geram grande número de cirurgias e, conseqüentemente, de bolsas utilizadas.
Mesmo assim, o coordenador é otimista em relação ao aumento do número de doadores e ao alcance do patamar de equilíbrio do estoque do Banco de Sangue até o final do primeiro semestre de 2008, especialmente se conseguir o reforço de postos adicionais de coleta em algumas unidades de saúde, como o HBLEM, Manoel Novaes, Fundação Ester Gomes (Maternidade da Mãe Pobre) e São Lucas.
Quem pode doar?Para ser um doador é necessário apenas que a pessoa tenha mais de dezoito anos completos ou, no caso de estar acompanhado de um responsável, dezessete anos, e ter mais de 50 quilos. Mulheres grávidas ou em período de amamentação não podem ser doadoras. Às pessoas com mais de 65 anos também não se recomenda fazer a doação.
Após uma doação, a pessoa deve esperar no mínimo 60 dias, no caso dos homens, e 90 dias, no caso das mulheres. Essa recomendação é feita pelo próprio Ministério da
Saúde para que a pessoa possa se recuperar bem e sem percalços, mantendo a sua saúde, que é o mais importante.