7ª Dires faz segunda fase da vacinação anti-rábica

Publicado em: 30/11/2007 - 12h00min

Os municípios de Camacan, Coaraci, Barro Preto (Governador Lomanto Júnior ), Ibirapitanga, Itapé e Itajuípe, tiveram no último sábado, 24 de novembro, o dia “D” da vacinação anti-rábica animal. Este ano a campanha se deu em três etapas, onde se distribuíram as vinte e duas cidades que compõe a área de atuação da 7ª Diretoria Regional de Saúde (7ª Dires). A primeira etapa aconteceu no dia 10 de novembro, da qual participou, entre outros, o município de Itabuna; e a terceira será realizada no dia 01 de dezembro em Itapitanga, Floresta Azul e Itajú do Colônia .  Entretanto, a vacinação irá até o dia 7 de dezembro em todos os municípios, para que o máximo de cães e gatos sejam  vacinados.

A Campanha de Vacinação Anti-rábica Animal é promovida pelas Secretarias Municipais de Saúde sob a coordenação da Secretaria Estadual de Saúde (SESAB), através das Diretorias Regionais de Saúde (DIRES).  Sediada em Itabuna, a 7ª DIRES fornece apoio técnico para 22 municípios, realizando reuniões e capacitações, elaborando a distribuição de insumos como vacinas e seringas, encaminhando supervisores e vacinadores, além de consolidar dados municipais para o envio ao nível central, em Salvador.

Os trabalhos dos profissionais de saúde começaram desde vinte de outubro, mas são intensificados em dias “D” para atingir a meta de vacinação.  

A raiva é uma doença causada por um vírus, transmitido a partir da saliva do animal infectado e é 100% letal. De acordo com Itiana Lindote Monteiro, veterinária coordenadora do programa da raiva na área da 7ª DIRES, não é somente a mordedura do animal que pode transmitir a doença. “A transmissão pode também ocorrer através da lambedura de pele ferida ou de mucosas íntegras (como a boca), ou pela arranhadura, especialmente de felinos (gatos), já que estes animais têm o hábito de se lamberem, depositando em suas unhas o vírus rábico”, explicou.    

Em 2001 ocorreu um caso de raiva humana no município de Jussari, quando o paciente foi agredido por um animal contaminado, vindo a óbito.

Nos casos de agressão ao ser humano deve haver  procura imediata da unidade de saúde mais próxima  para orientação a respeito do tratamento profilático contra raiva, que se dá através da utilização de vacina e soro.   A raiva  provoca a morte após atingir o sistema nervoso central,  estágio no qual não há cura. Os principais sintomas da doença são formigamento, enrijecimento muscular, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de deglutição e fotofobia (sensibilidade à luz). A primeira providência ao se notar os sintomas é procurar um posto de saúde.  
As autoridades de saúde explicam que a doença vem sendo transmitida também por morcegos de diversas espécies quando do contato destes com os animais domésticos, ou ao se alimentarem do sangue do próprio homem como ocorre em regiões do norte do País.
Ascom

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Ibirapitanga, Camacan, Coaraci, Governador Lomanto Júnior, Itapé, Itajuípe

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