Publicado em: 25/11/2007 - 11h07min
Menos recursos para a saúde, educação, obras e serviços públicos. Este será, pelo menos, o primeiro impacto a ser sentido pela população itabunense com o orçamento aprovado pela oposição para 2008. Esta avaliação é do líder do governo na Câmara Municipal, Milton Gramacho, ao considerar que o governo enviou um orçamento enxuto, com definição de prioridades para o atendimento justamente dos setores mais carentes da população, mas a proposta foi simplesmente desconsiderada pela bancada oposicionista, que inviabilizou a proposta orçamentária.
Ele conta que tentou obstruir a votação retirando a bancada governista no plenário, mas mesmo assim a proposta oposicionista acabou prevalecendo: “Hoje, o que temos é um governo economicamente inviabilizado, pois a bancada de oposição amarrou completamente o orçamento municipal, limitando a disponibilidade de recursos para projetos voltados para obras e ações na área social”.
O impasse na votação foi agudizado em função do estabelecimento de créditos suplementares de apenas 7%: “Nós, inclusive, retiramos a bancada porque é inadmissível um limite tão baixo, até porque estes mesmos vereadores de oposição aprovaram na gestão do ex-prefeito Geraldo Simões, que teve suas contas rejeitadas pelo TCM, com um limite de 100% na suplementação de recursos”.
Remanejamento
O líder da bancada governista acredita que o objetivo é dificultar a administração municipal, com um remanejamento de 7%, inviabilizando assim qualquer antecipação, mesmo emergencial, para o uso de recursos. O vereador prevê que, por conta destas barreiras, o desempenho da administração será duramente afetado, cabendo ao prefeito Fernando Gomes entrar mais uma vez na justiça, pelo terceiro ano consecutivo, para tentar viabilizar a execução do orçamento, o que será uma vitória líquida e certa para não prejudicar os interesses da população e dos servidores municipais.
Para Milton Gramacho, a cidade de Itabuna não poderá ser penalizada por questões partidárias: “A questão não é se o governo é de situação ou de oposição, pois, na época do ex-gestor, nós chegamos a aprovar aqui no Legislativo, como oposicionista, até 40% de remanejamento”.
Na época, ele conta, a bancada ligada ao ex-prefeito tinha maioria na casa e montou um rolo compressor, conseguindo autorização do Legislativo para remanejar até 100% do orçamento: “Infelizmente, nossa bancada é minoritária, pois temos seis vereadores contra sete da bancada oposicionista, que demonstraram, intransigentemente, não estar preocupados com o bom desempenho do atual governo nem com a situação dos nossos munícipes”, finalizou.
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