Baiana acusada de matar filho em Portugal terá ajuda de Ministério

Publicado em: 26/10/2007 - 16h22min

O drama de uma baiana presa em Portugal há cinco meses, acusada pela polícia lusitana de matar o próprio filho de 6 anos, pode ganhar a atenção do Ministério das Relações Exteriores. Familiares e amigos da baiana têm se mobilizado para provar sua inocência.

A administradora de empresas Ana Virgínia Moraes Sardinha, 38 anos, pretendia aproveitar as férias ao lado do pequeno Leonardo e em companhia do namorado Nuno Sampaio, ex-jogador do Benfica, time de Lisboa. Mas a viagem à Península Ibérica, que começou em 1º de junho, transformou-se em pesadelo.

Segundo a família, o menino Leonardo Brittes Sardinha Santos sofria de convulsão benigna da infância, doença diagnosticada há um ano. No dia 5 de julho, depois de tomar o remédio habitual e diário prescrito pela neurologista brasileira, Leonardo teve uma crise convulsiva e morreu.

Conforme ainda os familiares, desesperada por não conseguir salvá-lo, a mãe tomou grande quantidade de sedativos e entrou em coma. Quando acordou, já estava detida no Estabelecimento Prisional de Tires como suspeita de ter matado o garoto, informação que só chegou ao Brasil dez dias depois.

O corpo de Leonardo foi trasladado para o Brasil no dia 23 de julho. O resultado da perícia médica, que vai indicar a causa mortis, não tem previsão para ser concluído.

No dia 2 de novembro, a família de Ana Virgínia espera reunir duas mil pessoas numa caminhada saindo do Farol da Barra, em Salvador, como parte da estratégia de sensibilização pela extradição da baiana.

Maria Lina
Agência Nordeste

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